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Governo prioriza pequenas e médias empresas no pagamento da dívida atrasada

24-05-2024 3:30

Adnardo Barros

Editor de Finanças

24-05-2024 3:30

Adnardo Barros

Editor de Finanças

Para este ano, um total de 238 mil milhões de kwanzas (280 milhões de dólares) é o valor previsto para o pagamento da dívida interna atrasada, com o objectivo de liberar liquidez a favor dos fornecedores do Estado, avançou a ministra Vera Daves

A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, disse, nesta terça-feira, em Luanda, que, para este ano, a estratégia do Governo para o pagamento das dívidas internas começa no pagamento de pequenas e medias empresas.

Vera Daves de Sousa, que discursava na abertura da conferência Angola Economic Outlook 2024, frisou que já foram regularizados cerca de 140 mil milhões de kwanzas(165 milhões de dólares).

“Para este ano, um total de 238 mil milhões de kwanzas(280 milhões de dólares) é o valor previsto para o pagamento da dívida interna atrasada, com o objectivo de liberar liquidez a favor dos fornecedores do Estado”, avançou a ministra.

“Executivo dispõe de 147,26 mil milhões de kwanzas para o aumento da capacidade financeira dos veículos públicos de financiamento à economia e cerca de 330 mil milhões de kwanzas(338 milhões de dólares) para a emissão de garantias soberanas para estimular o crescimento económico por via do fomento de iniciativas empresariais privadas conducentes à diversificação económica nacional e ao reforço da segurança alimentar”.

Uma das principais prioridades, disse, passa por fortalecer o rendimento e dinamizar o seu acesso pelas pessoas através de ajustamentos salariais, aposta no emprego, contínua garantia da protecção aos mais vulneráveis, aumento do investimento na economia e nas empresas, reforço da segurança alimentar e regularização dos atrasados. Vera Daves  antecipou que, apesar de o país fechar o OGE a contar com um saldo equilibrado, antevemos que podemos fechar o exercício com um superavit.

A ministra considera que “prevemos ter um rácio de dívida pública PIB menor, na ordem dos 72%. Sabemos que o rácio deve estar na ordem dos 60% do PIB, já tivemos próximos disso em 2022, descarrilamos em 2023, mas continuamos a perseguir a meta dos 60%”.

Em relação à distribuição de despesa pública, salientou que o OGE vem crescendo, porém a composição ainda não é agradável.

“Gostaríamos que o peso do juro fosse menor. Há trabalho a fazer para aumentar a receita e assim reduzir a necessidade de endividamento”, considerou.

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