O Banco Internacional de Crédito (BIC) encerrou 2025 com um resultado operacional de AOA 25,74 mil milhões (US$ 28,22 milhões), configurando uma estagnação na estrutura do lucro que aumentou apenas 0,01% face ao reportado em 2024, cujo cálculo foi de AOA 25,73 mil milhões (US$ 28,19 milhões).
A informação consta das demonstrações financeiras do quarto trimestre, que contabilizou o activo em AOA 2,40 biliões (US$ 2,63 mil milhões), um crescimento de 4,22% contra os AOA 2,30 biliões (US$ 2,52 mil milhões) registado no igual período homólogo.
Nos últimos doze meses, o rácio de solvabilidade baixou de 29% para 24,33%, embora mantenha uma posição muito superior ao determinado pelo Banco Nacional de Angola, relativamente à capacidade em termos de liquidez para fazer cumprir com as normas prudenciais e operar de forma segura no mercado financeiro.
De acordo com o documento contábil, a carteira dos investimentos em Títulos e Valores Mobiliários registou um aumento de 9,84%, fixando-se em AOA 609,89 mil milhões (US$ 668,54 milhões), representando 25,39% da estrutura total do activo.
A Carteira de Crédito do BIC diminuiu 6,69% em 12 meses, saindo de AOA 771,46 mil milhões (US$ 845,16 milhões) para os actuais AOA 719,89 mil milhões (US$ 789,10 milhões). Apesar da queda na concessão de crédito, a carteira teve um peso de 29,97% sobre a estrutura da riqueza.
A estrutura do passivo apresenta um incremento de 5,01%, alcançando AOA 1,93 biliões (US$ 2,12 mil milhões) contra os anteriores AOA 1,84 biliões (US$ 2,02 mil milhões).
O crescimento do BIC foi, também, sustentado pelo aumento dos fundos próprios, que saíram de AOA 439,24 mil milhões (US$ 481,20 milhões) em 2024 para AOA 444,25 mil milhões (US$ 486,96 milhões), uma alta de 6,88%.
