O evento enquadra-se na estratégia do Governo de reforçar a diplomacia económica e promover o investimento privado, com o propósito de aprofundar as parcerias estratégicas entre Angola e os países nórdicos, especialmente com o Reino da Noruega, nos domínios económico, energético e tecnológico.
Durante uma mesa-redonda sob o lema “Construir Parcerias Duráveis e Criar Oportunidades de Negócio entre Angola e a Noruega”, José de Lima Massano recordou que, em 2024, a economia angolana registou um crescimento de 4,4%, o mais elevado da última década. Este desempenho foi impulsionado pelos sectores não petrolíferos, com destaque para a agricultura, o comércio, a construção e os diamantes, mantendo-se o petróleo e o gás como principais fontes de exportação.
O Ministro de Estado para a Coordenação Económica sublinhou que Angola preserva, actualmente, um ambiente macroeconómico estável, sustentado por reservas internacionais na ordem dos US$ 15 mil milhões (AOA 13,68 biliões), uma dívida pública inferior a 60% do PIB e uma política fiscal prudente, factores que reforçam a confiança dos investidores internacionais. Reiterou ainda o compromisso do Executivo em promover um ambiente de negócios moderno e competitivo, reconhecendo o papel do sector privado como motor do crescimento económico e da criação de emprego.
No mesmo fórum, a Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações de Angola (AIPEX) apresentou as oportunidades de investimento existentes no país e os incentivos ao investimento directo estrangeiro, nos sectores da agricultura, energia e energias renováveis, pescas, economia azul, mineração, infra-estruturas, logística, turismo e património cultural.
Para esta quinta-feira, 09 de Outubro, está prevista a sessão plenária da Conferência, onde o ministro de Estado apresentará o Projecto de Desenvolvimento do Corredor do Lobito, considerado um dos eixos estruturantes para a integração económica regional, a facilitação do comércio e o desenvolvimento da agro-indústria. Estão igualmente agendadas reuniões bilaterais com instituições financeiras e empresas nórdicas interessadas em investir em Angola, particularmente nos sectores da energia, infra-estrutura verde, digitalização e economia azul.
