O maior destaque do resumo mensal sobre a produção petrolífera recai para o dia 3 de Outubro, período em que se verificou a produção mais alta referente ao ano em curso, com 1 121 649 barris.
A produção de gás associado em Angola registou, no mês de Outubro, um desempenho acima do comportamento observado no mês anterior. Os dados oficiais reportam um volume total de 92 953 milhões de pés cúbicos, o que corresponde a uma média diária de 2 998 milhões de pés cúbicos (MMSCFD). O resultado representa um acréscimo de 1 675 milhões de pés cúbicos face ao mês de Setembro.
No período em análise, 1 330 MMSCFD de gás associado foram reinjectados para a manutenção da pressão dos reservatórios, uma prática que contribui para sustentar a produção petrolífera e prolongar a vida útil dos campos. Cerca de 896 MMSCFD foram canalizados para a Angola LNG (ALNG), unidade responsável pela produção e comercialização de gás natural liquefeito. Adicionalmente, 357 MMSCFD foram utilizados para a geração de energia em instalações petrolíferas.
A fábrica (ALNG) superou a previsão de produção para o período, ao atingir 4 744 390 barris de óleo equivalente (BOE), acima dos 4 523 766 BOE inicialmente projectados, um aumento de 5%. Em relação à produção média diária, esta situou-se nos 153 045 barris de óleo equivalente (BOEPD). Deste volume, 85,08% (130 210 BOEPD) corresponderam ao gás natural liquefeito (LNG), os restantes derivados também contribuíram, tal como 9 971 BOEPD de propano, 7 341 BOEPD de butano e 5 524 BOEPD de condensados,
Os levantamentos de petróleo no país, que correspondem à parcela do crude que cada entidade com direitos sobre a produção retira para fins comerciais totalizaram 30 515 730 barris em Outubro, volume que corresponde a uma média diária de 984 378 barris de petróleo por dia (BOPD), ficando 5,82% abaixo previsão oficial de 1 045 227 BOPD.
Apesar da quebra face às estimativas, o crude angolano manteve forte orientação para a exportação, numa conjuntura internacional ainda marcada pela volatilidade dos preços e procura crescente no mercado asiático. Os dados revelam que 96,36% (29 403 497 barris) do volume total levantado foram destinados ao mercado externo, enquanto 3,64% (1 112 233) barris foram encaminhados para a Refinaria de Luanda.
A Concessionária Nacional (ANPG), com uma fatia de 10 380 237 barris, representou 34% de todos os levantamentos efectuados no período. Deste volume, 10 213 876 barris seguiram para exportação, enquanto 166 361 barris foram destinados à refinaria nacional. Enquanto a subsidiária Sonangol UNEP absorveu 5 738 822 barris, o equivalente a 19% do total, com 5 432 957 barris exportados e 305 865 barris destinados à refinaria.
Já a Sonangol E.P., entidade estatal, foi responsável por 1 083 467 barris, representando 4% dos levantamentos no mês passado, dos quais 443 460 barris tiveram como destino o mercado externo e 640 007 barris foram canalizados para o consumo interno.