De acordo com as demonstrações financeiras do quarto trimestre de 2025, o Resultado Antes de Impostos (RAI) atingiu os AOA 13,53 mil milhões (US$ 14,83 milhões), representando um crescimento homólogo de 56,21% face aos AOA 8,66 mil milhões (US$ 9,50 milhões), em comparação com o igual período de 2024. Este desempenho consagra-se como o mais elevado já alcançado pela instituição desde o início das suas operações formais há 16 anos.
De acordo com o documento contabilístico, o total do activo do banco apresentou, igualmente, uma evolução positiva, ascendendo a AOA 97,24 mil milhões (US$ 106,59 milhões) no 4T25, contra AOA 82,78 mil milhões (US$ 90,77 milhões) no mesmo período do ano anterior, traduzindo-se numa expansão de 17,46%. Este crescimento foi fortemente alavancado pela carteira de títulos e valores mobiliários, que registou uma variação extraordinária de 495,38%, ao passar para AOA 58,79 mil milhões (US$ 64,44 milhões).
Com este desempenho, os títulos e valores mobiliários passaram a representar 60,46% do total do activo.
O crédito concedido a clientes também apresentou uma evolução expressiva, totalizando AOA 3,10 mil milhões (US$ 3,39 milhões), um aumento de 166,11% face ao período homólogo. Apesar do forte crescimento, o crédito ainda representa 3,18% do activo total.
No lado do passivo, a equipa de Cristiana Neto Lavrador teve um “agravamento” de 20,39%, alcançando um total de AOA 36,05 mil milhões (US$ 39,52 milhões). Os recursos de clientes mantiveram-se como a principal fonte de financiamento, crescendo 22,40% para AOA 34,78 mil milhões (US$ 38,13 milhões), correspondendo a 96,48% do passivo.
Os fundos próprios do BCH atingiram AOA 47,66 mil milhões (US$ 52,24 milhões), um incremento de 7,89% em termos homólogos, reforçando a solvabilidade e a capacidade do banco para sustentar o crescimento futuro, cumprir os requisitos prudenciais e absorver potenciais choques macroeconómicos.
