O banco afirmou, em comunicado divulgado no dia 28 de Janeiro, em reacção à notícia avançada pelo O Telegrama, relativamente à indicação de um novo CFO em substituição de Francisca Ferrão Costa, que, até à data, “não foi deliberada qualquer alteração na composição dos seus órgãos sociais, nem ocorreu o afastamento da actual CFO, Dra. Francisca Ferrão Costa, ou de qualquer outro membro dos órgãos sociais”.
No seu comunicado ao mercado, o banco informou ainda que não havia sido “formalizada ou comunicada qualquer indicação de novos membros para os órgãos sociais por parte dos accionistas do Banco”.
A entidade bancária adiantou, por outro lado, que, “qualquer alteração à composição dos órgãos sociais do BFA dependerá de proposta a submeter à deliberação dos Accionistas em Assembleia Geral, a realizar-se durante o primeiro trimestre de 2026, sendo tal facto oportunamente comunicado ao mercado, nos termos legais e regulamentares aplicáveis”.
Entretanto, apesar do desmentido, O Telegrama sabe que a entidade bancária submeteu ao regulador, na semana passada, os nomes que deverão integrar os novos órgãos sociais para o mandato de 2026-2028, aguardando-se a validação do DRO (Direcção de Regulação e Organização do Sistema Financeiro) para a entrada dos novos gestores.
A proposta foi feita com base no Aviso n.º 11/20, de 21 de Abril, reforçado pelo Aviso 8/21 de 5 de Junho, documento que estabelece, no seu artigo 14, que “as indicações aos cargos para o exercício de funções nos Órgãos de Administração e Fiscalização das Instituições Financeiras Bancárias de importância sistémica, estão sujeitos à prévia avaliação do Banco Nacional de Angola, antes da sua aprovação pela Assembleia Geral”.
Quem está de saída?

Para o triénio 2026-2028, não faz parte da lista o banqueiro Coutinho Nobre Miguel, antigo presidente da Comissão Executiva e segundo maior accionista do Banco Sol, detendo 12,24% do capital social, que, desde o terceiro trimestre de 2023, substituiu João Boa Francisco Quipipa na presidência da mesa da Assembleia-Geral de Accionistas do BFA.
Laura Alcântara Monteiro, a primeira mulher a chegar ao posto de vice-governadora do Banco Nacional de Angola (BNA) e actual vice-presidente independente do Conselho de Administração do BFA, está, igualmente, de saída por opção dos accionistas, assim como Rui Malaquias, membro do Conselho de Administração, ocupando a posição de administrador independente.
Filomeno Alves de Ceita, antigo presidente do Conselho de Administração do Banco de Comércio e Indústria (BCI), deixa o Conselho de Administração do BFA, onde ocupava funções de administrador não executivo.
Na Comissão Executiva, saem três administradores: Sebastião Massango (50 anos), que foi coaptado ao board em 2020, é responsável pelo pelouro da Direcção do Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Direcção de Gestão de Crédito, Direcção de Crédito de Empresas e Negócios, Direcção de Crédito de Particulares, e Direcção de Risco de Crédito de Grandes Empresas, Institucionais e Projectos. A advogada Natacha Barradas (48 anos), coaptada ao board em 2020, responde pelo pelouro da Direcção de Compliance, Direcção de Controlo Cambial, Direcção de Risco, e Direcção Jurídica.
Por último, Francisca Costa (39 anos), coaptada ao board em 2023, responde pelo pelouro da Direcção de Aprovisionamento, Direcção de Contabilidade e Planeamento, Direcção Financeira e Internacional e Direcção de Responsabilidade Social.
