Presidente da corretora Lwei Brokers, João Sionguele, está de saída da organização, que surtirá efeitos a partir de Março, período em que está prevista a realização da Assembleia-Geral de Accionistas.
Sócio-fundador daquela que é a maior corretora independente em contas de custódia, a sua saída poderá ter como consequência a alienação das suas participações societárias na firma, contaram duas fontes. Ao certo, não se sabe as razões da saída abrupta do executivo, uma vez que o seu mandato terminaria em Fevereiro de 2027.
O gestor, que conta com um historial de liderança no Departamento de Privatizações e Reestruturação de Empresas no Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), além de experiência na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) e no Banco Millennium Atlântico, assumiu funções, em Fevereiro de 2024, em substituição de Carlos Sebastião, na sequência dos resultados da Assembleia-Geral Extraordinária, a 12 de Janeiro do referido ano.
O Telegrama falou com o ainda presidente da Lwei, que, entretanto, não desconfirmou a notícia, afirmando apenas que “haverá uma reunião no próximo mês”. Entretanto, o vice-presidente do Conselho de Administração, igualmente um dos co-fundadores da Lwei Brokers, Kazekene Manuel Oliveira confirma a saída do actual presidente, adiantando que esta “foi uma decisão dos accionistas”, embora não tivesse avançado as razões da interrupção do mandato de Sionguele.
Quanto ao nome do futuro número um da corretora, Kazekene afirma que este “já foi escolhido”, mas que a sua divulgação só após validação da Comissão do Mercado de Capitais (CMC).
Nos próximos dias, o presidente da mesa da Assembleia-Geral, Guilherme Gonçalves Cussecala, deve convocar os accionistas para uma reunião extraordinária, onde será decidida a nova composição da sociedade, que, à luz dos Estatutos, é integrado por cinco membros.
De acordo com levantamento do O Telegrama, durante o seu período de liderança, a Lwei registou recordes consecutivos de receita e um crescimento notável o volume intermediado, evoluindo de cerca de AOA 32 mil milhões em dezembro de 2023 para mais de 400 mil milhões em Dezembro de 2025.
No exercício passado, a corretora consolidou-se como a 3.ª maior instituição a nível de Contas de Custódia, afirmando-se como um dos principais players do sector financeiro.
