Os países produtores de petróleo da OPEP+, nomeadamente oito membros da aliança, Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, decidiram regressar ao mercado de commodities para implementar o primeiro aumento das suas quotas de produção em 2026. Este aumento ocorre em meio a guerra no Oriente Médio que fez disparar os preços da energia.
Com o objectivo de evitar desequilíbrios entre a oferta e a procura no mercado de commodities, o cartel vai concretizar, no próximo mês (Maio), um ajuste da produção na ordem dos 206 mil barris por dia (bpd), o que representa 34,33% do total previsto pela OPEP+ ao longo deste ano. Para 2026, segundo previsões realizadas em Fevereiro pelo cartel, os ajustes deverão atingir os 600 mil barris por dia (bpd).
Os maiores aumentos serão registados na produção russa e saudita, que deverão crescer, ambas, em 62 mil barris por dia, seguindo-se o Iraque (26 mil) e os Emirados Árabes Unidos (18 mil).
“Estes países alertaram que a reparação da infra-estrutura energética danificada nos recentes ataques é dispendiosa e exigirá um longo período de tempo, o que poderá impactar a oferta futura de petróleo. Os ataques do Irão contra infra-estruturas de produção, bem como o bloqueio do trânsito de navios no Estreito de Ormuz, prejudicaram as exportações de petróleo a partir do Golfo”, refere o comunicado da OPEP+.
