Os dados extraídos do balancete referentes ao segundo trimestre do ano em curso mostram que o banco alcançou um lucro líquido de AOA 84,34 mil milhões (US$ 92,42 milhões), o que representa um crescimento de 18,9% face aos AOA 70,93 mil milhões (US$ 77,78 milhões) registados em igual período de 2025.
O crescimento dos resultados do banco liderado pelo português Luís Fialho Lélis foi acompanhado por uma expansão do balanço. O activo total ascendeu a AOA 2,36 biliões (US$ 2,59 mil milhões), contra AOA 1,99 biliões (US$ 2,19 mil milhões) um ano antes, traduzindo um incremento de 18,37%.
A evolução do activo foi impulsionada, principalmente, pelo reforço das duas principais rubricas da estrutura patrimonial do banco, a carteira de títulos e valores mobiliários e o crédito concedido aos clientes.
Os investimentos em títulos cresceram 21,03%, passando de AOA 582,41 mil milhões (US$ 638,64 milhões) para AOA 704,86 mil milhões (US$ 772,39 milhões). Com este desempenho, estes activos passaram a representar 29,88% do activo total.
Paralelamente, a carteira de crédito registou um crescimento ainda maior em termos relativos. O crédito a clientes aumentou 22,67%, fixando-se em AOA 696,09 mil milhões (US$ 762,78 milhões), face aos AOA 567,46 mil milhões (US$ 622,24 milhões) registados no período homólogo. O acréscimo desta componente elevou o peso do crédito para 29,51% do activo.
Do lado do passivo, o banco continuou a financiar o crescimento do balanço, essencialmente através da captação de depósitos. O passivo total aumentou 17,78%, alcançando AOA 1,99 biliões (US$ 2,19 mil milhões), enquanto os recursos de clientes cresceram 15,14%, para AOA 1,77 biliões (US$ 1,94 mil milhões). Os recursos captados continuam a constituir a principal fonte de financiamento da instituição, representando 88,76% do passivo.
Os fundos próprios acompanharam, igualmente, a expansão da actividade, ao expandir em 22,60%, atingindo os 276,76 mil milhões (US$ 303,28 milhões) no período em análise.