Para esta edição, o IGAPE trouxe uma inovação que consiste na organização das empresas em dois (2) grupos distintos, tendo em conta as condições estruturais, de funcionamento, o grau de exposição, obrigações de serviço público, a regulação de preço e a dependência de apoios financeiros do Estado.
O novo modelo procurou assegurar uma avaliação mais equilibrada, justa e tecnicamente defensável, diferenciando o mérito das empresas de acordo com o contexto em que operam.
O primeiro grupo é o das empresas de Referência, do qual fizeram parte as empresas com maior autonomia operacional e financeira. Essas empresas foram avaliadas de acordo com os critérios de viabilidade e sustentabilidade financeira, atendimento ao consumidor, eficiência operacional, gestão de capital humano e desenvolvimento de capacidades operacionais, transparência, governação, sustentabilidade, impacto económico e Inovação tecnológica e transformação digital.
Este grupo contou com 6 categorias, cujos vencedores foram a empresa Portuária de Luanda, como a melhor em termos de viabilidade e sustentabilidade financeira. A Unitel venceu a categoria de melhor atendimento ao público consumidor e público de interesse. No que toca à transparência e ESG, a vencedora foi a Sonangol. A Endiama arrebatou a categoria de eficiência operacional e a Prodel venceu a categoria de inovação tecnológica e Transformação Digital. A última categoria foi vencida pela Bolsa de Dívidas e Valores de Angola, como a melhor em termos de gestão de Capital Humano.
O segundo grupo, constituído pelas empresas com Elevada Condicionalidade, empresas que operam sob fortes condicionamentos estruturais, elevada exposição de obrigações de serviço público, sujeição de regulação ou controlo de tarifas. Nesse grupo, o mérito foi avaliado tendo em conta a capacidade das empresas em melhorar o seu desempenho, apesar das limitações estruturais.
A premiação incidiu sobre o ranking global das três (3) empresas com o melhor desempenho ou sobre categorias chave como eficiência operacional, sustentabilidade financeira e capacidade organizacional. Assim, a ENDE venceu a categoria de inovação tecnológica e transformação digital, a Empresa Portuária do Ambuim venceu a categoria de eficiência operacional. A Empresa Pública de Águas da Huíla foi a vencedora da categoria de viabilidade e sustentabilidade financeira, a última categoria do segundo grupo.
A Sonangol, distinguida como a melhor empresa do Sector Empresarial Público, considera que “iniciativa é saudável e de concorrência positiva”. Na voz do seu presidente do Conselho de Administração, Sebastião Gaspar Martins afirmou ainda que “o sector empresarial público vai melhorar com o tempo, pois a forma como se fez a apresentação do relatório do SEP no evento, foi totalmente diferente do que acontecia anteriormente”.