A inflação homóloga em Angola prosseguiu a sua trajectória de desaceleração em Setembro de 2026, com o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) a registar uma variação de 8,43%. A taxa representa uma redução de 9,73 pontos percentuais (p.p.) face à observada em Setembro do ano passado, período em que a inflação se situava em 18,16%. Em comparação com Agosto do ano em curso, registou-se uma desaceleração de 0,36 p.p.
No entanto, a inflação mensal seguiu um curso contrário à da inflação homóloga, ao acelerar para 0,68% em Setembro de 2026, o que representa um aumento de 0,09 p.p. face ao mês de Agosto do mesmo ano.
O nível registado em Setembro coloca a inflação homóloga abaixo da meta definida pelo Banco Nacional de Angola (BNA) para o final do ano. A instituição responsável pela política monetária do país fixou a meta de inflação para 2026 em 8,6%.
Com a inflação homóloga a situar-se em 8,43% em Setembro, a taxa ficou 0,17 p.p. abaixo da meta estabelecida pelo BNA para o encerramento de 2026.
“A classe ‘Alimentação e bebidas não alcoólicas’ foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços, com 5,77 pontos percentuais, durante o mês de Setembro, seguida das classes ‘Saúde’, com 0,39 ponto percentual, ‘Bens e serviços diversos’, com 0,38 ponto percentual, e ‘Educação’, com 0,37 ponto percentual. As restantes classes tiveram contribuições inferiores a 0,37 ponto percentual”, refere a nota de imprensa.
Entre as províncias com menor variação de preços, destacam-se o Cuanza Norte, com uma taxa de 5,65%, seguido do Huambo, com 6,19%, e da Lunda Norte, que registou uma variação de 6,48%. Em contrapartida, a inflação apresentou valores mais elevados noutras regiões do país. O Cuando Cubango lidera o ranking provincial, com uma variação de 11,26%, seguido da Lunda Sul, com 10,68%, e de Malanje, com 10,51%.