Holdimo, empresa angolana de Álvaro Sobrinho, comunicou, na sexta-feira, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliário (CMVM), que viu a sua posição na Sporting SAD ser diluída para 9,901% após a concretização do aumento de capital realizado em meados deste mês pela empresa liderada por Frederico Varandas.
Recorde-se que esta operação de aumento de capital da Sporting SAD decorreu da conversão de 83,57 milhões de euros de valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis em ações ordinárias da Sporting SAD (VMOC), que elevou o capital da sociedade leonina para 150,71 milhões de euros.
Dessa conversão de títulos, o Sporting Clube de Portugal passou a deter 87,994% do capital da sua SAD — face aos 83,895% que detinha até então, enquanto os outros dois sócios de referência da SAD verde e branca, a Holdimo e a Olivedesportos (que até então detinha 1,418% do capital), viram as suas posições serem diluídas.
A presença de Álvaro Sobrinho na estrutura acionista da Sporting SAD remonta a pelo menos 2011, quando o clube fechou uma parceria financeira e desportiva com a Holdimo. Mas só em 2014 é que o empresário angolano atingiu a maior participação no capital na empresa, ao controlar cerca de 30% da Sporting SAD após ter convertido um empréstimo 20 milhões de euros em capital, no seguimento do processo de reestruturação financeira promovido pelo antigo presidente do clube, Bruno de Carvalho.
A diluição que surgiu este ano na participação da Holdimo na Sporting SAD não foi a primeira que impactou as contas de Álvaro Sobrinho. Já em 2022, também no seguimento de um aumento de capital realizado pela SAD do leão após a conversão de VMOC em ações, a posição da Holdimo baixou de 29,851% para 13,283%.
NOTA:
O ECO escreve seguindo o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, adoptado em definitivo por Portugal.