Os países do G20 registaram um ligeiro aumento do crescimento económico durante o primeiro trimestre de 2024, de acordo com as estimativas provisórias da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, divulgadas esta quarta-feira. O produto interno bruto (PIB) do G20 aumentou 0,9% em cadeia (face ao trimestre anterior), com uma aceleração ligeira em relação ao crescimento de 0,7% registado no último trimestre de 2023.
Esta melhoria foi impulsionada pelos desempenhos da China e da Índia. Estas duas economias, tal como a Turquia, a Arábia Saudita, a Coreia do Sul e a Indonésia, ultrapassaram a taxa de crescimento global do G20. A Turquia liderou o grupo com um crescimento de 2,4%, seguida da Índia com 1,9%, da China com 1,6%, da Arábia Saudita com 1,4%, da Coreia do Sul com 1,3% e da Indonésia com 1,2%. A Arábia Saudita recuperou de uma contração de 0,6% no quarto trimestre de 2023.
Embora o crescimento do PIB tenha acelerado na China, na Coreia do Sul e na Turquia em comparação com o trimestre anterior, desacelerou ligeiramente na Índia e na Indonésia.
Em contrapartida, os restantes países do G20 registaram um crescimento mais fraco. Os Estados Unidos verificaram um abrandamento, com o crescimento do PIB a diminuir para 0,3%, face a 0,8% no trimestre anterior. A economia do Japão contraiu-se 0,5% e a África do Sul registou uma ligeira contração de 0,1%.
No entanto, alguns países mostraram sinais de recuperação. O Brasil, o Reino Unido e a Alemanha recuperaram no primeiro trimestre deste ano após contrações no último trimestre de 2023, atingindo taxas de crescimento de 0,8%, 0,6% e 0,2%, respetivamente. Além disso, o Canadá, o México e a União Europeia registaram taxas de crescimento de 0,4%, 0,3% e 0,3%, respetivamente, após terem registado um crescimento nulo no último trimestre de 2023.
Numa base anual, o PIB da área do G20 cresceu 3,3% no primeiro trimestre de 2024, mantendo a taxa de crescimento anual do trimestre anterior. A Índia destacou-se com a maior taxa de crescimento anual, com 8,4%, seguida da Turquia, com 7,4%. Em contrapartida, a Arábia Saudita registou o maior declínio anual, com −1,5%.
NOTA:
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