“A verdade é que precisamos de ver um compromisso afirmativo de que não irão procurar obter uma arma nuclear, nem irão procurar as ferramentas que lhes permitiriam alcançar rapidamente uma arma nuclear”, disse Vance aos jornalistas, numa breve conferência de imprensa em Islamad.
Vance disse, ainda, ser este “o objectivo central do Presidente dos Estados Unidos”, e que a proposta norte-americana é muito simples e melhor.
“E partimos daqui com uma proposta muito simples, um método de entendimento, que é a nossa oferta final e melhor. Veremos se os iranianos a aceitam”, afirmou.
Mas do lado de Teerão trata-se de uma “proposta irracional”, impossível de alcançar um acordo de cessar-fogo permanente no Medio Oriente.
“A delegação iraniana negociou incansavelmente e de forma intensiva durante 21 horas para defender os interesses nacionais do povo iraniano. Apesar de várias iniciativas, as exigências irrazoáveis da parte americana impediram que as negociações avançassem. As negociações chegaram, portanto, ao fim”, anunciou a estatal televisiva iraniana (Irib), na rede de mensagens Telegram.
Uma posição mais contundente foi feita por Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano, afirmando que o Irão deixou clara a sua posição e que agora os Estados Unidos têm de decidir se podem ou não merecer a confiança do Irão.
“Os meus colegas da delegação iraniana apresentaram iniciativas promissoras, mas o lado oposto acabou por não conseguir conquistar a confiança da delegação iraniana nesta ronda de negociações”, escreveu na rede social X.
Turquia acusa “Bibi” de sabotar negociações
Sabotagem, é a expressão usada pela Turquia para se referir a intervenção de Benjamin Netanyahu, Bibi, o chefe do Giverno de Israel, co-autor no conflito com o Irão. Para o Governo de Erdogan, o primeiro-ministro israelita está a sabotar as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão para evitar ser julgado por corrupção no seu país.
“O objectivo actual de Netanyahu é sabotar as negociações de paz em curso e prosseguir com as suas políticas expansionistas na região, porque, caso contrário, será julgado no seu país e provavelmente enviado para a prisão”, assinalou o Ministério dos Negócios Estrangeiros turco.
