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China: “Instamos a NATO a deixar de culpar os outros e de semear a discórdia”

O Telegrama

, Lusa

18 Junho, 2024 - 11:44

O Telegrama

Lusa

18 Junho, 2024 - 11:44

Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO, chama atenção sobre o papel de Pequim na invasão de Moscovo contra Kiev, e sublinha que a China não pode continuar a alimentar a Rússia nesta guerra, e manter "boas relações com o Ocidente"

A República Popular da China acusou a NATO de provocar a discórdia condenando diretamente os comentários do secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg, sobre o alegado apoio de Pequim à guerra da Rússia na Ucrânia.

“Instamos (o secretário-geral da NATO) a deixar de culpar os outros e de semear a discórdia, e a não deitar ‘achas para a fogueira'”, disse Lin Jian, porta-voz da diplomacia chinesa.

Lin Jian, numa conferência de imprensa de imprensa em Pequim, sugeriu que Stoltenberg deve “fazer algo de concreto para uma resolução política da crise”, referindo-se à guerra na Ucrânia.

O Presidente chinês Xi Jinping está a tentar “dar a impressão de que se está a afastar deste conflito, para evitar sanções e manter os fluxos comerciais”, disse Stoltenberg durante uma visita aos Estados Unidos, o principal apoiante militar da Ucrânia.

“A realidade é que a China está a alimentar o maior conflito armado na Europa desde a Segunda Guerra Mundial e, ao mesmo tempo, quer manter boas relações com o Ocidente”, disse o líder da NATO.

“A menos que a China mude de rumo, os aliados vão ter de impor um preço. Deve haver consequências”, defendeu Stoltenberg.

A República Popular da China afirma-se neutra no conflito, mas nunca condenou a invasão russa da Ucrânia iniciada em fevereiro de 2022 e, desde o início da guerra, recebeu o presidente russo Vladimir Putin em diversas ocasiões.

Relativamente à questão da Ucrânia, Pequim apela regularmente ao respeito pela integridade territorial de todos os países, o que inclui implicitamente a Ucrânia, mas também apela à consideração das preocupações de segurança da Rússia.

No passado fim-de-semana, a República Popular da China não participou na conferência de paz sobre a Ucrânia organizada na Suíça, sobretudo porque a Rússia não se fez representar

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