Segundo a CNN Portugal, o empresário Diogo Lacerda Machado, que se apresenta publicamente como um amigo de António Costa – na comissão parlamentar de inquérito à TAP, em maio deste ano, disse preservar uma “excelente amizade” com o primeiro-ministro – foi detido na sequência das buscas.
Também o chefe de gabinete de António Costa, Vítor Escária, e o presidente da Câmara de Sines, Nuno Mascarenhas, foram detido no âmbito do processo que investiga negócios de hidrogénio e lítio.
As buscas visam ainda o ex-ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, e o dono da empresa Lusorecursos, Ricardo Pinheiro.
O ex-secretário de Estado do Ambiente e actual ministro das Infraestruturas, João Galamba, e o ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, estão a ser alvo de buscas e deverão constituídos arguidos no processo.
O negócio que motivou as buscas do Ministério Público
Em causa está o negócio que garantiu à Lusorecursos, empresa de prospecção e exploração focada no potencial mineiro de Portugal, efectuar a exploração da mina de lítio em Montalegre, apesar de a empresa não fazer parte do grupo de empresas com direito de prospeção.
O Ministério Público português entende que haver indícios de corrupção para beneficiar a Lusorecursos no processo atribuição da exploração da mina.
Entretanto, segundo ainda a imprensa portuguesa, foram mobilizados cerca de 140 polícias para a operação de buscas e que o inquérito está a cargo do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).
