CPLP +

Parlamento Europeu alvo de buscas em caso de suposta interferência russa

Expresso

29 Maio, 2024 - 13:32

Expresso

29 Maio, 2024 - 13:32

A casa e ambos os escritórios de um funcionário do Parlamento estão a ser investigados pelas autoridades. Investigação a alegada influência russa nas eleições europeias começou em abril após uma denúncia feita pela Chéquia

A polícia belga efetuou esta quarta-feira buscas na residência de um funcionário do Parlamento Europeu, bem como no seu escritório em Bruxelas, devido a suspeitas pelas autoridades de interferência russa.

Segundo o Ministério Público da Bélgica, citada pela Associated Press, o escritório do mesmo funcionário no Parlamento Europeu em Estrasburgo, em França, também foi alvo de investigação.

“As buscas fazem parte de um caso de interferência, corrupção passiva e pertença a uma organização criminosa, e estão relacionadas com indícios de interferência russa, em que membros do Parlamento Europeu foram abordados e pagos para promover propaganda russa através do site de notícias ‘Voice of Europe’”, explicaram as autoridades belgas, em comunicado.

O funcionário, acrescentam os procuradores, terá tido “um papel significativo” na presença russa na instituição europeia.

As operações surgem apenas dois dias depois de a União Europeia ter aprovado a imposição de sanções ao site ‘Voice of Europe’ e a dois empresários ligados à organização, depois de a Chéquia ter denunciado a plataforma como um meio de disseminação de propaganda do Kremlin pela Europa.

Em março, segundo a Reuters, a Chéquia apontou que um dos homens sancionados, Viktor Medvedchuk, é um antigo deputado ucraniano próximo do governo russo, que se exilou na Rússia em 2022 após uma troca de prisioneiros de guerra ucranianos. Kiev retirou-lhe entretanto a cidadania ucraniana.

O outro indivíduo sancionado, o cidadão israelita Artem Marchevskyi, foi acusado pelo governo checo de gerir o ‘Voice of Europe’ sob a direção de Medvedchuk.

A Bélgica começou a investigar suspeitas de ingerência russa nas instituições europeus em abril, no âmbito do escândalo “Russiagate” que tem abalado o Parlamento Europeu. Na altura, o primeiro-ministro belga, Alexander De Croo, assumiu que as autoridades nacionais iam investigar o caso devido à localização do Parlamento Europeu em Bruxelas.

Segundo o Politico, De Croo afirmou em abril que a Rússia abordou eurodeputados e “pagou” para que estes partilhassem e promovessem conteúdos do site. Para o chefe do Governo belga, os “objetivos de Moscovo são claros”, como “ajudar a eleger mais candidatos pró-russos para o Parlamento europeu e reforçar a narrativa pró-russa nessa instituição”.

 

NOTA:

O Expresso escreve seguindo o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, adoptado em definitivo por Portugal.

Partilhar nas Redes Sociais

+ LIdas

Leia também

error: Conteúdo protegido!!

Informação de qualidade que o ajuda a crescer

Já é assinante?

Informação de qualidade que o ajuda a crescer