A emissão foi estruturada em duas tranches, com maturidades de 7 e 11 anos, associadas a taxas de juro de 9,375% e 9,875%, respectivamente. “A operação enquadra-se na estratégia de financiamento do Executivo, que visa a consolidação da curva de rendimentos, o alongamento da maturidade da dívida pública e o reforço da sua gestão activa, bem como a afirmação de Angola nos mercados financeiros internacionais”, refere o documento oficial.
A instituição responsável pela gestão das finanças públicas destaca ainda que “a presença de Angola no mercado de Eurobonds teve início em 2015, com uma emissão inaugural no valor de US$ 1,5 mil milhões. Em 2018, o país reforçou o seu posicionamento com duas operações: a primeira, no montante de US$ 1,75 mil milhões, com uma taxa de juro de 8,25%, e, a segunda, no valor de US$ 1,25 mil milhões, com uma taxa de 9,38%, totalizando US$ 3 mil milhões, incluindo emissões com maturidades mais longas”.
De acordo ainda com o MinFin, entre 2019 e 2021, foi adoptada uma abordagem mais estruturada da dívida, com a definição de uma estratégia de médio prazo e emissões que totalizaram 3,5 mil milhões de dólares.
Entre 2022 e 2024, o Governo angolano reforçou a gestão activa da dívida, com destaque para a emissão de 2022 e operações de recompra que permitiram melhorar o perfil de maturidade da dívida pública.
Já em 2025, a emissão Palanca VIII marcou o regresso de Angola aos mercados após três anos de ausência. A nova operação, concluída em 2026, consolida, segundo o Ministério das Finanças, a confiança dos investidores e o posicionamento do país como emitente credível nos mercados financeiros globais.
