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BNA atinge meta de inflação em apenas dois meses de 2026 ‎

Bernardo Bunga

9 Março, 2026 - 16:09

Bernardo Bunga

9 Março, 2026 - 16:09

Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes ao mês de Fevereiro, indicam que o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), medido pela inflação homóloga, principal indicador da variação dos preços ao consumidor, completou, em Fevereiro, o décimo nono mês consecutivo de desaceleração, uma trajectória descendente que teve início em Agosto de 2024

‎A taxa de inflação anual, medida pela variação homóloga, voltou a registar uma queda no mês de Fevereiro, marcando a décima nona desaceleração consecutiva. Desde Agosto de 2024, mês em que se iniciou o actual ciclo de crescimento mais lento da inflação homóloga, o indicador encontrava-se em 30,53%, descendo, progressivamente, até atingir 13,35% em Fevereiro do corrente ano. Os números representam uma desaceleração de 1,21 ponto percentual em relação ao mês de Janeiro e de 11,91 p.p. em relação ao mesmo período do ano passado.

‎Importa destacar que o Banco Nacional de Angola (BNA) fixou, para o ano em curso, a meta de inflação anual em 13,5%. Assim sendo, no segundo mês de 2026, a inflação homóloga situou-se 0,15 p.p. abaixo do limite definido para o final do período do corrente ano pela instituição responsável pela política monetária, facto que indica que, volvidos dois meses, o BNA alcançou a sua meta de política monetária em relação à inflação.

‎“A classe ‘Alimentação e bebidas não alcoólicas’ foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços, com 8,24 pontos percentuais, durante o mês de Fevereiro, seguida das classes de ‘Bens e serviços diversos’, com 0,91 ponto percentual, ‘Transporte’, com 0,90 ponto percentual, e ‘Habitação, água, electricidade e combustíveis’, com 0,62 ponto percentual. As restantes classes tiveram contribuições inferiores a 0,62 ponto percentual”, destaca o documento.

‎As províncias do Huambo (11,36%), Cunene (11,47%) e Zaire (11,82%) apresentaram as menores variações homólogas do IPCN em Janeiro de 2026, destacando-se como as regiões com comportamento mais moderado do indicador. Em contrapartida, as províncias de Cabinda (21,22%), Lunda-Sul (15,70%) e Moxico (15,15%) registaram as maiores variações anuais, configurando-se como as localidades com maior pressão inflacionista no período em referência.

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