De acordo com o comunicado final, lido pelo governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, a Taxa BNA foi reduzida de 18,5% para 17,5%; a taxa da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez passou de 19,5% para 18,5%; e a taxa da Facilidade Permanente de Absorção de Liquidez manteve-se inalterada em 16,5%. Esta decisão traduz-se na segunda redução consecutiva da Taxa BNA e da taxa da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez.
De acordo com o comunicado, a decisão deveu-se à persistente desaceleração que se tem verificado na inflação, a qual voltou a recuar. Contudo, a nível mensal, a inflação acelerou para 0,95%, enquanto, no mesmo período, a inflação homóloga desacelerou para 15,7%.
Segundo o governador, “a redução da inflação resultou essencialmente do aumento da oferta de produtos de amplo consumo, da melhoria das condições monetárias…”.
O BNA fez saber ainda que, para o ano de 2025, se estima um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,6%.
Relativamente ao sector externo, o saldo da conta de bens atingiu US$ 14 mil milhões, face aos US$ 22,61 mil milhões registados no período homólogo de 2024, representando uma redução de 38%. O banco central informou que a diminuição do saldo superavitário da conta de bens resultou da queda do valor das exportações em 19,14% (US$ 7,44 mil milhões) e do aumento do valor das importações em cerca de 11%, correspondendo a um acréscimo de US$ 1,55 mil milhões.
O stock das Reservas Internacionais Líquidas (RIL) fixou-se em cerca de US$ 15 mil milhões, assegurando uma cobertura de aproximadamente 7,6 meses de importações de bens e serviços, nível considerado confortável para os padrões internacionais.