De acordo com o Secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, que actua como Coordenador-Adjunto da Comissão. O ano de 2025 encerrou com contratos de privatização avaliados em cerca de AOA 1,27 biliões (US$ 1,40 mil milhões). Deste montante, AOA 700 mil milhões (US$ 767,43 milhões) já entraram nos cofres públicos, permanecendo aproximadamente AOA 500 mil milhões (US$ 548,16 milhões) por receber, conforme os calendários de pagamento acordados.
Desde o arranque do programa, em 2019, 121 dos 170 activos, inicialmente inscritos, já foram alienados (71,18%), restando 49 por privatizar, cuja conclusão está prevista para 2026. Com isso, o Executivo espera fechar definitivamente o ciclo do PROPRIV ainda este ano.
Além do impacto financeiro, o programa tem produzido efeitos relevantes ao nível do mercado de trabalho. Segundo o responsável, o processo já contribuiu para mais de 5.000 postos de trabalho, entre empregos preservados e novas oportunidades criadas.
Mercado de capitais ganha protagonismo
Entre as operações de maior destaque figuram as realizadas através do mercado bolsista, nomeadamente a privatização parcial do Banco de Fomento Angola (BFA), bem como a alienação de unidades industriais e empreendimentos hoteleiros integrados no programa.
Para 2026, o Executivo prevê reforçar a via do mercado de capitais, com operações envolvendo participações no Standard Bank Angola e na Unitel. A venda da participação estatal no Standard Bank Angola deverá ocorrer ainda no primeiro semestre do ano, marcando mais um passo na estratégia de abertura do capital de empresas relevantes à iniciativa privada.
Em relação ao sector produtivo, o Governo informou que todas as fábricas previstas no PROPRIV já foram privatizadas, encontrando-se alguns processos em fase final de formalização contratual.
O Ministério das Finanças confirmou que o PROPRIV caminha para o encerramento. Após a sua conclusão, eventuais privatizações ou aberturas de capital de empresas públicas passarão a ser avaliadas caso a caso, em função da estratégia sectorial do Executivo, alinhando Angola às práticas internacionais.
