Entre Novembro e Dezembro de 2025, o IPCN registou uma variação mensal de 0,95%, fixando-se como a maior taxa de inflação mensal desde Outubro do ano passado, período em que o indicador se situou em 0,86%. Trata-se, igualmente, da primeira aceleração da taxa de inflação mensal nos últimos seis meses, isto é, desde Junho de 2025, quando este indicador se fixara em 1,47%.
O IPCN observado em Dezembro representa uma aceleração de 0,1 ponto percentual (p.p.) face ao desempenho de Novembro, indicando que as pressões inflacionistas voltaram a ganhar alguma intensidade no período em análise.
A taxa de inflação anual, medida pela variação homóloga, voltou a registar uma queda no mês de Dezembro, marcando a décima sétima desaceleração consecutiva. Desde Agosto de 2024, mês em que se iniciou o actual ciclo de redução, a inflação homóloga tem vindo a recuar de forma contínua. Naquele período, o indicador encontrava-se em 30,53%, descendo progressivamente até atingir 15,70% em Dezembro do corrente ano.
A trajectória recente dos preços no país enfatiza um marco simbólico para a autoridade monetária. O Banco Nacional de Angola (BNA) havia fixado, para o encerramento do ano, uma meta de inflação anual de 17,5%, objectivo que, à luz dos dados divulgados pelo INE para o mês de Dezembro, não só foi alcançado como também superado com alguma margem. A inflação homóloga situou-se, nesse período, em 1,8 p.p. abaixo do limite definido, apontando para uma desaceleração mais pronunciada do que a antecipada pela instituição responsável pela política monetária do país.
“A classe ‘Alimentação e bebidas não alcoólicas’ foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços, com 9,78 pontos percentuais, durante o mês de Dezembro, seguida das classes ‘Bens e serviços diversos’, com 1,14 ponto percentual, ‘Transporte’, com 0,95 ponto percentual, e ‘Saúde’, com 0,74 ponto percentual. As restantes classes tiveram contribuições inferiores a 0,74 ponto percentual”, destaca o documento.
As províncias do Huambo (13,60%), Cuando Cubango (14,06%) e Luanda (14,20%) apresentaram as menores variações homólogas do IPCN em Dezembro de 2025, destacando-se como as regiões com comportamento mais moderado do indicador. Em contrapartida, as províncias de Cabinda (25,54%), Lunda Sul (18,32%) e Bié (17,68%) registaram as maiores variações anuais, configurando-se como as localidades com maior pressão inflacionista no período em referência.