Dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), atestam que a produção petrolífera em Angola fixou-se em cerca de 389,68 milhões de barris em 2025, o que corresponde a uma média mensal de 32,47 milhões.
Em Janeiro de 2025, Angola iniciou o ano produzindo 32,67 milhões de barris de petróleo, o que corresponde a uma média diária de aproximadamente 1,05 milhões de barris por dia. Contudo, logo no mês seguinte verificou-se uma queda na actividade extractiva. Em Fevereiro, a produção caiu 9,62%, fixando-se em 29,53 milhões de barris, enquanto a média diária registou um ligeiro aumento de 0,07%, situando-se em 1,05 milhões de barris por dia. Este declínio na produção de Fevereiro representou a maior contracção mensais do ano passado, marcando assim o início de período caracterizado por flutuações significativas.
No mês de Março, o sector registou uma pequena recuperação. Embora a tenha declinado em 1,62% face ao mês anterior, alcançando uma média diária de 1,04 milhões de barris, a produção subiu 8,92%, atingindo 32,16 milhões de barris. Apesar deste crescimento, o impulso revelou-se temporário. Em Abril, a produção voltou a cair 6,57%, descendo para 30,05 milhões de barris, enquanto a produção média diária ficou em aproximadamente 1 milhão de barris.
Durante o segundo trimestre, a actividade petrolífera mostrou alguma estabilidade relativa, embora ainda com variações moderadas. Em Maio, a produção voltou a crescer 4,75%, atingindo 31,48 milhões de barris e uma média diária de cerca de 1,02 milhões de barris. Já em Junho, voltou a verificar-se um recuo de 4,43%, com a produção a descer para 30,08 milhões de barris e a média diária a situar-se em cerca de 1 milhão de barris.
O momento de maior expansão ocorreu em Julho, quando a produção petrolífera atingiu o nível mais elevado em 2025. Nesse mês, Angola produziu 36,61 milhões de barris, o que corresponde a uma média diária 1,18 milhões de barris. Este desempenho representou um aumento mensal de 21,68%, o maior crescimento registado ao longo de todo o ano.
Após este pico, a produção voltou a desacelerar nos meses seguintes. Em Agosto, o volume produzido fixou-se em 36,15 milhões de barris, registando uma ligeira queda de 1,26%, enquanto a produção diária foi de cerca de 1,17 milhões de barris (-1,26%). Em Setembro, a redução foi mais significativa, com uma queda de 7,27%, fazendo a produção descer para 33,52 milhões de barris e a média diária para cerca de 1,12 milhões de barris.
No último trimestre do ano, a tendência de volatilidade manteve-se. Em Outubro, registou-se uma ligeira recuperação de 0,97%, com a produção a situar-se em 33,84 milhões de barris e uma média diária de aproximadamente 1,13 milhões de barris (+0,97%). No entanto, em Novembro testemunhou-se o regresso ao declínio, verificando-se uma queda de 5,98%, fazendo a produção recuar para 31,82 milhões de barris. Em Dezembro, o recuo foi mais moderado, de apenas 0,18%, com a produção a fixar-se em 31,76 milhões de barris e uma média diária de cerca de 1,02 milhões de barris.