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Produção de petróleo fica 2,37% abaixo do esperado em Angola ‎

Bernardo Bunga

26 Março, 2026 - 17:08

Bernardo Bunga

26 Março, 2026 - 17:08

O país registou um desempenho abaixo das metas traçadas na produção petrolífera em Fevereiro. De acordo com o resumo mensal sobre a produção petrolífera divulgado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, o país produziu um total de 28 156 157 barris de petróleo ao longo do mês de Fevereiro, o que corresponde a uma média diária de 1 005 577 barris (BOPD), ficando aquém dos 1 029 936 barris (-2,37%) por dia inicialmente previstos

‎No segmento do gás associado, a produção atingiu 72 306 milhões de pés cúbicos, traduzindo-se numa média diária de 2 582 milhões de pés cúbicos (MMSCFD). Deste volume, uma parcela de 1 222 MMSCFD foi reinjectada nos reservatórios com o objectivo de sustentar a pressão e optimizar a recuperação de petróleo. Por sua vez, 928 MMSCFD foram canalizados para a fábrica Angola LNG, enquanto 315 MMSCFD foram consumidos na geração de energia para suporte às operações petrolíferas.

‎A ANPG destaca no resumo mensal que a fábrica Angola LNG (ALNG) registou uma produção total de 4 212 515 barris de óleo equivalente (BOE), ficando abaixo da meta prevista de 4 373 068 BOE, o que representa uma redução de 3,7%. Em termos operacionais, o desempenho traduziu-se numa média diária de 150 447 barris de óleo equivalente por dia (BOEPD).

‎A estrutura da produção na fábrica ALNG manteve-se concentrada no gás natural liquefeito (LNG), que representou a maior fatia, com 128 652 BOEPD. Seguiram-se o propano, com 9 814 BOEPD, o butano, com 7 135 BOEPD, e os condensados, que contribuíram com 4 846 BOEPD.

‎“A produção de petróleo e LPG foi de 28 788 804 BOE correspondentes à média diária de 1 028 172 barris de óleo equivalente. A eficiência operacional das instalações foi de 87,44% contra 89,41% inicialmente previstos”, refere o resumo mensal.

‎Durante o segundo mês do ano em curso, os levantamentos de petróleo em Angola atingiram 27 456 283 barris, correspondendo a uma média diária de 980 581 barris de petróleo por dia (BOPD), superando em 38,34% a previsão inicial que foi fixada em 708 816 BOPD.

‎A repartição dos levantamentos, ou seja, o volume de petróleo efectivamente retirado dos terminais de produção para fins comerciais, seja para exportação ou para o abastecimento interno, demonstra o peso dos principais intervenientes do sector. A Concessionária Nacional foi responsável por 3 754 145 barris, dos quais 3 317 824 destinados à exportação e 436 321 encaminhados para a refinaria, representando 14% do total. Por sua vez, a Sonangol UNEP levantou 3 773 496 barris, integralmente exportados, igualmente correspondentes a 14% dos levantamentos. Já a Sonangol E.P contribuiu com 1 454 923 barris, também totalmente destinados à exportação, o equivalente a 5% do total.

‎No balanço geral, os dados ilustram uma forte orientação para o mercado externo, com 27 019 962 barris destinados à exportação, enquanto apenas 436 321 barris foram direccionados ao abastecimento interno, através da Refinaria de Luanda.

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