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Angola atraiu mais investimento estrangeiro no primeiro trimestre

06-06-2024 9:16

Adnardo Barros

Editor de Finanças

06-06-2024 9:16

Adnardo Barros

Editor de Finanças

O sector petrolífero angolano continua a ser o foco dos investidores com uma representatividade de 94% dos investimentos, ao passo que o sector não petrolífero apenas captou 6% do interesse dos investidores. O stock de reservas internacionais fixou-se em 14 316,2 milhões de dólares, garantindo uma cobertura de 7,6 meses de importação de bens e serviços

A conta corrente da balança de pagamentos ascendeu 258% no primeiro trimestre de 2024 face ao período homólogo de 2023, muito influenciado pela conta de bens que registou um crescimento de 21%.

De acordo com a nota sobre as estatísticas externas do Banco Nacional de Angola (BNA), o superávit da conta corrente situou-se em 1 520,6 milhões de dólares contra os 424,6 milhões de dólares. É o equivalente a 6,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

A diminuição das importações de bens, sobretudo de consumo corrente, contribuiu para o desempenho favorável da conta corrente, não obstante se ter observado um aumento das exportações em 2%, com destaque para o petróleo, para 8 821,8 milhões de dólares contra 8 636,5 milhões de dólares do período homólogo.

Por outro lado, a conta capital e financeira registou, neste período, um desagravamento do seu défice em 32%, ao passar de 1 543,2 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2024 para 1 047,2 milhões dólares no mesmo período em 2023.

Os dados do Banco Central apontam, ainda, que o stock de reservas internacionais se fixou em 14 316,2 milhões de dólares no final do primeiro trimestre de 2024, o que garante uma cobertura de 7,6 meses de importação de bens e serviços.

O peso do petróleo

O banco central referiu, ainda, que o investimento directo estrangeiro em Angola cresceu 11% no período em análise, se comparado ao mesmo período em 2023, com uma entrada de 2303,1 milhões de dólares contra os 2 075 milhões de dólares.

O sector petrolífero angolano continua a ser o foco dos investidores com uma representatividade de 94% dos investimentos, ao passo que o sector não petrolífero apenas captou 6% do interesse dos investidores.

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