O regulador constatou que a seguradora vem apresentando, desde 2019, inúmeras irregularidades ao nível das garantias financeiras, do governance, reporte de informação e outros aspectos operacionais. Em função disso, o regulador exigiu que a entidade apresentasse um plano de recuperação e financiamento, com vista a alterar o quadro deficitário.
Entretanto, apesar de a entidade ter apresentado um plano para a realização do restante capital, que seriam realizadas em 4 prestações, os accionistas da empresa não realizaram nenhuma.
De acordo com o comunicado da ARSEG, “a seguradora continuou a apresentar insuficiência grave de garantias financeiras, conforme evidenciado pelos indicadores apurados no III Trimestre de 2025, nomeadamente uma margem de solvência de -521,1%, fundo de garantia de – 752% e um rácio de cobertura das provisões técnicas de 50,5%, o que significa que os activos existentes cobriam apenas metade das responsabilidades assumidas e que os capitais próprios são manifestamente insuficientes para assegurar a continuidade da actividade”.
Em 2025, face aos prejuízos acumulados e ao agravamento do endividamento, a necessidade adicional de capital da Global Seguros passou de AOA 1,56 mil milhões (US$ 1,09 milhões) para AOA 8,00 mil milhões (US$ 8,77 milhões), o que demonstra o agravamento contínuo e grave dos rácios de solvência e liquidez da seguradora ao longo do tempo, sem qualquer sinal visível de recuperação e saneamento.
“O rácio combinado de 125%, a rentabilidade dos activos de -12,5% e o rácio de cedência de apenas 2,3% demonstram desequilíbrio estrutural da operação, incapacidade de gerar lucros ou resultados e retenção excessiva de risco, expondo a empresa à elevada pressão de liquidez e solvência”, aponta o regulador.
