De acordo com a Agência France Press (AFP), o impacto fez o edifício tremer violentamente, com fumaça densa visível no alto e sirenes ouvidas nas proximidades. O Dubai International Financial Centre (DIFC, sigla em inglês) ou Centro Financeiro Internacional de Dubai é conhecido como um polo para empresas tecnológicas de blockchain, e tem como objectivo desenvolver o mesmo prestígio de Nova York, Londres e Hong Kong. O centro atende, principalmente, a região entre a Europa Ocidental e o Leste Asiático e, desde sua inauguração em 2004, atraiu empresas de todo o mundo.
A tensão no Médio Oriente levou mesmo a que os bancos internacionais e locais da região do Golfo a fecharem agências e a instruir os seus colaboradores a trabalharem a partir de casa. O Irão tinha alertado na quarta-feira (11) da semana finda, que iria atacar os bancos comerciais e os interesses económicos ligados aos Estados Unidos da América e a Israel, depois que ataques noturnos atingiram instalações ligadas ao Bank Sepah, o banco estatal iraniano responsável por pagar os salários de todas as forças castrenses do regime.
O mercado imobiliário é um dos sectores fortemente afectado com a escalada do conflito e que já começou a ressentir diretamente as consequências da guerra. A imprensa internacional, como o Financial Times, Reuters e Wall Street Journal, avança que os números do índice de empresas do sector imobiliário negociadas no Dubai Financial Market, acumula queda acima de 30% desde o início da guerra, refletindo uma rápida reprecificação de risco por parte dos investidores globais.
O sonho de Dubai, há muito alimentado pelo simbolismo de crescimento rápido e refúgio para capital global, enfrenta, neste momento, o seu maior teste de resistência. Executivos de topo começam a manifestar dúvidas quanto à segurança do País.