No exercício económico de 2025, o Sector Empresarial Público (SEP) apresentou maior robustez. Registou-se um reforço no sector, do ponto de vista patrimonial, e manteve-se a tendência de crescimento do lucro.
“O resultado líquido agregado cresceu 20% em relação ao exercício económico do período homólogo, ficando avaliado em AOA 949,00 mil milhões (US$ 1,04 mil milhões)”, disse o chefe de Departamento de Acompanhamento das Empresas Públicas do IGAPE, Ednilson de Sousa.
A Sonangol liderou, em termos de resultado líquido, ao fechar o exercício económico transacto com cerca de AOA 862, 40 mil milhões (US$ 945,21 milhões), seguida pela Unitel com AOA 158, 40 mil milhões (US$ 173,61 milhões). Posteriormente, estiveram a Endiama, Porto de Luanda, Prodel, Angola Telecom, ENDE, SODIAM, UNICARGAS e a RNT.
O IGAPE fez saber, ainda, que os custos com subsídios operacionais cresceram 6% em relação a 2024, totalizando AOA 49 mil milhões (US$ 53,71 milhões). Esse crescimento derivou da necessidade de garantir algum reequilíbrio remuneratório para determinadas empresas que compõem esse portfólio, sobretudo os órgãos de comunicação social estatais, entre elas: Televisão Pública de Angola (TPA), Rádio Nacional de Angola (RNA), Edições Novembro, Angop e TV Zimbo.
Do ponto de vista das captalizações, o SEP apresentou um crescimento de aproximadamente 90%, tendo arrecadado 271,90 mil milhões (US$ 298,01 milhões), parte significativa foi canalizada para o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), com vista ao financiamento de programas de concessão de crédito que estão e estarão em curso.
Relativamente aos dividendos, o SEP observou uma tendência crescente de aproximadamente 25%, saindo dos AOA 53,00 mil milhões (US$ 58,09 milhões) em 2024 para AOA 75,6 mil milhões (US$ 82,86 milhões) em 2025.
79 empresas concorrem para os dados agregados apresentados
Esse número resultou da necessidade de se tirar do balanço as participações minoritárias do Estado como as que detém junto do Banco de Comércio Angolano (BCA), Tosyali e do Standard Bank Angola.
Das 79 empresas que fizeram parte desse exercício, apenas uma não prestou, até ao momento, as suas contas. O desafio actual, de acordo com a instituição, é garantir que essas contas tenham o grau de fiabilidade necessária que permita a todos tomar decisões mais inteligentes e informadas.