Este crescimento do resultado líquido da seguradora foi impulsionado com o crescimento da produção que cresceu mais de 40%, ultrapassando, pela primeira vez, a marca dos 100 mil milhões por conta dos ramos saúde e vida.
Houve, também, um aumento de 43% nos activos das provisões técnicas, fruto do crescimento das vendas e da rentabilidade das aplicações financeiras da seguradora.
O crescimento acentuado das aplicações em moeda estrangeira (ou indexadas) e dos depósitos a prazo elevou também a taxa de cobertura líquida para 154%, garantindo uma margem de segurança confortável perante as responsabilidades da seguradora.
Para Alexandre Carreira, PCE da seguradora, estes números não só confirmam a liderança da NOSSA no sector como validam a estratégia de transformação digital e o foco na experiência do cliente implementada ao longo do ano.
Prémios atingiram a marca dos 100 mil milhões
A produção de prémios registou um crescimento robusto ao registar um aumento de 49% para AOA 116,10 mil milhões (US$ 127,30 milhões), impulsionado, principalmente, pelos ramos saúde, que contribuiu com 48% para (US$ 50,46 milhões), seguido do ramo vida que teve um peso de 7,9% dos prémios de seguros ao crescer de AOA 6,08 mil milhões (US$ 6,67 milhões) para AOA 20,16 mil milhões (US$ 22,11 milhões), representando um crescimento de 231%.
O ramo de acidentes de trabalho teve uma contribuição de (47%), automóvel (30%), transporte (25%), outros acidentes e viagens (24%), petroquímica (20%), responsabilidade civil geral (17%).
“De forma geral, este desempenho resultou, essencialmente, da concretização de negócios corporativos relevantes, bem como da implementação de iniciativas estratégicas previstas no plano da NOSSA Seguros, com particular destaque para a reestruturação do canal bancário, a recuperação de clientes particulares e empresas e o desenho de soluções ajustadas às especificidades de cada canal”, justificou o PCE da seguradora.
Por outro lado, os custos com sinistros da seguradora registaram um crescimento de 57% motivado, essencialmente, pelo aumento do negócio, dos custos associados de bens e serviços, nomeadamente saúde, oficinas, e da frequência de sinistros em 2025.
Em termos reais, as despesas com os custos saíram de AOA 23,94 mil milhões (US$ 25,26 milhões) para AOA 37,55 mil milhões (US$ 42,17 milhões).
A administração da seguradora sublinhou que a generalidade dos ramos sofreu um aumento devido ao forte crescimento do negócio, das flutuações do contexto do mercado e à ocorrência de alguns sinistros com elevada severidade.
“O aumento verificado no ramo doenças acompanha o crescimento do volume da carteira, o crescimento dos custos dos actos médicos e a maturidade dos contratos. Relativamente ao ramo de acidentes de trabalho, deve-se, essencialmente, ao aumento da frequência e da severidade de alguns processos”, explicou Miguel Guerreiro, administrador executivo, acrescentando que a evolução nos ramos vida, outros danos em coisas e petroquímica se deveu à ocorrência de sinistros de grande dimensão. Os ramos de doenças, automóvel e acidentes de trabalho, em termos da estrutura dos custos com sinistros, representaram 89% do total.
A taxa de sinistralidade da seguradora foi de 32%, ficando abaixo dos 41% da taxa do mercado.
Resseguro
O administrador avançou que não obstante o aumento do volume de prémios de resseguro de 2025 face ao ano anterior, a taxa de cedência registou uma diminuição de 1.p.p. justificada pela redução na busca de partilha de riscos em regime de resseguro facultativo.