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‎Lucros da Nossa Seguros crescem 22% para US$ 14,60 milhões

Alexandre Lourenço

26 Março, 2026 - 23:54

Alexandre Lourenço

26 Março, 2026 - 23:54

A NOSSA Seguros encerrou o exercício de 2025 com um desempenho histórico, registando resultado líquido de AOA 13,31 mil milhões (US$ 14,60 milhões). O volume de prémios apresentou um crescimento de 49%, atingindo os AOA 116,10 mil milhões (US$ 127,30 milhões), de acordo com o relatório e contas da seguradora 2025

‎Este crescimento do resultado líquido da seguradora foi impulsionado com o crescimento da produção que cresceu mais de 40%, ultrapassando, pela primeira vez, a marca dos 100 mil milhões por conta dos ramos saúde e vida.

‎Houve, também, um aumento de 43% nos activos das provisões técnicas, fruto do crescimento das vendas e da rentabilidade das aplicações financeiras da seguradora.

‎O crescimento acentuado das aplicações em moeda estrangeira (ou indexadas) e dos depósitos a prazo elevou também a taxa de cobertura líquida para 154%, garantindo uma margem de segurança confortável perante as responsabilidades da seguradora.

‎Para Alexandre Carreira, PCE da seguradora, estes números não só confirmam a liderança da NOSSA no sector como validam a estratégia de transformação digital e o foco na experiência do cliente implementada ao longo do ano.

Prémios atingiram a marca dos 100 mil milhões

‎A produção de prémios registou um crescimento robusto ao registar um aumento de 49% para AOA 116,10 mil milhões (US$ 127,30 milhões), impulsionado, principalmente, pelos ramos saúde, que contribuiu com 48% para (US$ 50,46 milhões), seguido do ramo vida que teve um peso de 7,9% dos prémios de seguros ao crescer de AOA 6,08 mil milhões (US$ 6,67 milhões) para AOA 20,16 mil milhões (US$ 22,11 milhões), representando um crescimento de 231%.

‎O ramo de acidentes de trabalho teve uma contribuição de (47%), automóvel (30%), transporte (25%), outros acidentes e viagens (24%), petroquímica (20%), responsabilidade civil geral (17%).

‎“De forma geral, este desempenho resultou, essencialmente, da concretização de negócios corporativos relevantes, bem como da implementação de iniciativas estratégicas previstas no plano da NOSSA Seguros, com particular destaque para a reestruturação do canal bancário, a recuperação de clientes particulares e empresas e o desenho de soluções ajustadas às especificidades de cada canal”, justificou o PCE da seguradora.

‎Por outro lado, os custos com sinistros da seguradora registaram um crescimento de 57% motivado, essencialmente, pelo aumento do negócio, dos custos associados de bens e serviços, nomeadamente saúde, oficinas, e da frequência de sinistros em 2025.

‎Em termos reais, as despesas com os custos saíram de AOA 23,94 mil milhões (US$ 25,26 milhões) para AOA 37,55 mil milhões (US$ 42,17 milhões).‎

‎A administração da seguradora sublinhou que a generalidade dos ramos sofreu um aumento devido ao forte crescimento do negócio, das flutuações do contexto do mercado e à ocorrência de alguns sinistros com elevada severidade.

‎“O aumento verificado no ramo doenças acompanha o crescimento do volume da carteira, o crescimento dos custos dos actos médicos e a maturidade dos contratos. Relativamente ao ramo de acidentes de trabalho, deve-se, essencialmente, ao aumento da frequência e da severidade de alguns processos”, explicou Miguel Guerreiro, administrador executivo, acrescentando que a evolução nos ramos vida, outros danos em coisas e petroquímica se deveu à ocorrência de sinistros de grande dimensão. Os ramos de doenças, automóvel e acidentes de trabalho, em termos da estrutura dos custos com sinistros, representaram 89% do total.

‎A taxa de sinistralidade da seguradora foi de 32%, ficando abaixo dos 41% da taxa do mercado.

‎Resseguro

‎O administrador avançou que não obstante o aumento do volume de prémios de resseguro de 2025 face ao ano anterior, a taxa de cedência registou uma diminuição de 1.p.p.  justificada pela redução na busca de partilha de riscos em regime de resseguro facultativo.

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Alexandre Lourenço

Editor de Seguros & Empresas

Alexandre é jornalista com mais de uma década de experiência. Integra, actualmente, a equipa editorial da revista O Telegrama como Editor de Seguros & Empresas, dedicando-se à cobertura de temas ligados ao ambiente empresarial, com especial enfoque no sector segurador. Foi repórter sénior do Novo Jornal e do económico Expansão. Licenciado em Ensino da Língua Portuguesa pelo Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), possui, ainda, formação Técnica Comercial em Seguros pela Academia de Seguros e Fundos de Pensões, além de formação em Jornalismo, Boa Governação e Transparência Fiscal pela USAID-Angola.

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