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Royal Seguros deve mais de AOA 161,77 milhões a credores ‎

Alexandre Lourenço

5 Março, 2026 - 08:26

Alexandre Lourenço

5 Março, 2026 - 08:26

A Comissão liquidatária da Providência Royal Seguros identificou 149 credores que têm que receber AOA 161,77 milhões (US$ 177,38 mil). Deste total, AOA 44,52 milhões (US$ 48,82 mil) são indemnizações de despedimento, representando 27% do passivo apurado, de acordo com os cálculos de O Telegrama com base na documentação do regulador

‎A lista de credores da seguradora, que viu a licença sendo revogada por insuficiência de capital social, integra diversas empresas e antigos colaboradores, cujos contratos foram rescindidos na sequência da dissolução da companhia.

‎No topo da lista de credores figura a Clínica General Katondo, com crédito avaliado em AOA 36,72 milhões (US$ 39,47 mil) para indemnização de sinistro de saúde e o credor com menor montante trata-se do Centro Médico Ugumbi, com um avaliado em AOA 7,65 mil (US$ 7,68 cêntimos) para indemnização de sinistro de saúde.

‎De acordo com a comissão liquidatária da seguradora, os credores que se considerem preteridos, total ou parcialmente, omitidos ou que discordem do montante dos seus créditos poderão apresentar reclamação fundamentada no prazo de 45 dias, contados a partir da data de 4 de Março de 2026.

‎Recorde-se que a Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG) revogou a licença da Royal Seguros, em Novembro de 2025, por inadequação do capital social exigido por lei definido em AOA dois mil milhões (US$ 2,19 milhões) para quem opera o ramo Não Vida.‎

‎A seguradora, que operava no ramo Não Vida, estava com um capital social de AOA 1,4 mil milhões (US$ 1,53 milhões), quando deveria operar com um capital social mínimo exigido de AOA 2 mil milhões (US$ 2,19 milhões).

‎A companhia de seguros tinha de fazer uma injecção de AOA 600 milhões (US$ 657,89 mil) para adequar ao capital. Tendo uma reserva de AOA 33 milhões (US$ 361,84 mil) que poderiam ser incorporados, no entanto, os accionistas só tinham de injectar ‘dinheiro fresco’ no valor de AOA 567 milhões (US$ 621,71 mil), para adequar o capital.

‎Entre outras as irregularidades cometidas pela empresa, o regulador apontou ainda a omissão de submissão à ARSEG de um plano de recuperação ou plano de financiamento, incumprimento das regras contabilísticas, cumprimento deficiente de requisito ou dever fixado, no âmbito das condições financeiras, incumprimento do dever de dispor de uma função de auditoria interna, entre outras irregularidades.

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