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Seguradoras mantêm rentabilidade e indemnizações ultrapassaram os US$ 265 milhões ‎

Alexandre Lourenço

12 Fevereiro, 2026 - 22:22

Alexandre Lourenço

12 Fevereiro, 2026 - 22:22

‎Os custos com os sinistros das seguradoras registaram um aumento expressivo de 50% para AOA 242,45 (US$ 265,84 milhões) face aos AOA 161,3 mil milhões (US$ 176,9 mil milhões) de acordo com os cálculos de O Telegrama com base o relatório do IV trimestre de 2025 da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG)

‎Os ramos doença como indemnizações e petroquímica foram os principais impulsionadores do aumento dos custos com sinistros das seguradoras, representando um peso conjunto de 71% (56% e 15%, respetivamente). Esta elevada concentração justifica a pressão sentida nos níveis globais de indemnização.

‎Complementando a sinistralidade global, destacam-se também os ramos automóvel com custos de AOA 27,5 mil milhões (USD 30,17 milhões), acidentes de trabalho com AOA 19,31 mil milhões (USD 21,17 milhões). O segmento de outros danos em coisas registou encargos de AOA 10,5 mil milhões (USD 11,5 milhões).

‎Especialistas do mercado acreditam que estes resultados, do ponto de vista técnicos, não são bons para as seguradoras, porque a empresa perde dinheiro na sua actividade, embora seja para dar respostas às responsabilidades assumidas com os segurados.

‎“Por exemplo, um salto de 50% nos pagamentos obriga a empresa a desmobilizar muito dinheiro do caixa. Se a seguradora não tiver provisões técnicas bem reforçadas, pode ter dificuldades em manter os níveis de solvência exigidos pela ARSEG. É só para termos uma noção da complexidade desta percentagem”, explicou o gestor de risco, Elias Gaspar.

‎Num sector onde a confiança é uma peça fundamental, Adriano Gomes, corrector de seguros, sublinhou que a capacidade de resposta perante eventos críticos consolida a reputação do mercado com a população.

Prémios crescem 24%

‎Os prémios brutos emitidos pelo mercado segurador cresceram 24% para AOA 586,91 mil milhões (US$ 643,54 milhões) , impulsionado pelos ramos doença e petroquímica, que representam mais de 50% da produção total. Este comportamento reflecte uma tendência de continuidade já observada em trimestres anteriores.

‎Nota-se também um crescimento real positivo na produção de prémios, que aumentaram 24% face ao ano anterior. Este desempenho supera significativamente a taxa de inflação homóloga de 15,70%, invertendo a tendência de crescimento negativo que o sector vem registando.

‎Ao analisar o contributo por segmento, nota-se que o ramo Vida teve uma participação de 53% para AOA 46,12 mil milhões (US$ 50,5 milhões), enquanto o ramo Não Vida cresceu apenas 22% para AOA 540,79 mil milhões (US$ 592,9 milhões).

‎Fundos de pensões

‎Os benefícios pagos pelos fundos de pensões apresentaram um crescimento de 7,8% para 128,08 mil milhões (US$ 140,44 milhões) face aos AOA 118,67 mil milhões (US$ 130,12 milhões) registados em 2024.

‎Em termos de benefícios pagos à pensão por velhice, aquela prestação mensal paga pela Segurança Social, destinada a substituir a remuneração de trabalho de pessoas que atingiram a idade de reforma, foi a que mais desembolsou dos fundos com um valor de AOA 107,95 mil milhões (US$ 118,37 milhões), seguido da pré-reforma que superou a remissão ao pagar AOA 1,106 mil milhões (US$ 1,21 milhões), depois a remissão AOA 7,33 mil milhões (US$ 7,33 milhões), entre outros benefícios.

‎Mediação de seguros

‎Os mediadores colectivos de seguros auferiram 10,21 mil milhões de AOA (US$ 11,19 milhões) pelos serviços de intermediação realizados. Os ramos automóvel e saúde destacaram-se como os mais dinâmicos nesta categoria, registando 11.501 e 2.030 apólices intermediadas, respectivamente.

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