No terceiro trimestre do ano em curso, a equipa de Osvaldo Lemos Macaia voltou a reportar, pelo terceiro trimestre consecutivo, um resultado líquido positivo, que representa um crescimento de AOA 16,69 mil milhões (US$ 18,28 milhões) em termos absolutos face ao período homólogo.
Um resultado animador que espelha o sucesso da gestão corrente liderada por Macaia. Há dois anos que o banco vinha registando prejuízos acumulados, tendo, em 2024, fechado o ciclo económico com um buraco financeiro de AOA 6,89 mil milhões (US$ 755 milhões) e, em 2025, os prejuízos foram reduzidos para AOA 4,17 mil milhões (US$ 4,57 milhões).
Entretanto, a trajectória contabilística, desde o primeiro trimestre do ano em curso, demonstra um banco em crescente recuperação e crescimento assinalável. O banco não apenas saiu de uma eminente hecatombe, mas também ultrapassou, em termos de rentabilidade, três das seis instituições financeiras que integram o grupo de bancos de importância sistémica (Banco de Poupança e Crédito -BPC-, Banco Millennium Atlântico -BMA- e Banco Internacional de Crédito -BIC).
No que diz respeito ao activo, que representa o conjunto de bens e direitos da instituição, registou-se um crescimento de 7,35%, fixando-se em AOA 1,09 bilião (US$ 1,19 mil milhões) no 3T2026, acima dos AOA 1,02 bilião (US$ 1,12 mil milhões) registados em 30 de Setembro de 2025.
A carteira de títulos e valores mobiliários, uma das componentes do activo, destacou-se pelo crescimento de 17,95%, atingindo AOA 494,15 mil milhões (US$ 541,24 milhões), contra AOA 418,93 mil milhões (US$ 459,38 milhões) no período homólogo. Esta carteira representava 45,24% do activo total, consolidando o seu peso na estrutura patrimonial do banco.
A carteira de crédito a clientes, outra componente relevante do activo, seguiu a mesma trajectória, ao crescer 44,95%, para AOA 122,79 mil milhões (US$ 134,49 milhões), face aos AOA 84,71 mil milhões (US$ 92,89 milhões) registados no período homólogo de 2025. No final do terceiro trimestre de 2026, esta componente representava 11,24% do activo total.
Por sua vez, o passivo do Banco Sol aumentou 7,16%, para AOA 1 bilião (US$ 1,10 mil milhões), face aos AOA 939,90 mil milhões (US$ 1,03 mil milhões) registados no período homólogo. Esta evolução foi impulsionada, sobretudo, pelos recursos de clientes, que cresceram 5,97%, para AOA 954,79 mil milhões (US$ 1,05 mil milhões), representando cerca de 94,80% do passivo total.
Em sentido contrário, os fundos próprios, que correspondem aos recursos próprios dos accionistas colocados à disposição da instituição, diminuíram 11%, fixando-se em AOA 68,65 mil milhões (US$ 75,19 milhões).