Finanças & Wall Street

Access Bank bate recorde de AOA 8,711 mM, o maior da sua história

José Praia

24 Fevereiro, 2026 - 08:05

José Praia

24 Fevereiro, 2026 - 08:05

A passar por um momento de reestruturação, que está a ser conduzida pelo português Ricardo Ferreira, que passou a ser o CEO em Setembro de 2024, o Access Bank Angola vive a sua melhor fase lucrativa desde o início das suas operações no mercado angolano, em Junho de 2008, quando ainda operava com a designação de Finibanco Angola

‎Quase três anos depois de o ex-Finibanco ter passado para o controlo efectivo dos nigerianos do Access Bank Plc, actualmente detentores de 87,14660% do capital social, a entidade bancária consentiu o maior resultado financeiro desde 2008, data de início das suas actividades, ao reportar um RAI na ordem de AOA 8,711 mil milhões (US$ 9,55 milhões), reflectindo um aumento de 52,58% em relação ao reportado no exercício económico de 2024, calculado em AOA 5,709 mil milhões (US$ 6,69 milhões).

‎Em 365 dias de 2025, de acordo com o balancete preliminar do quarto trimestre, houve um aumento de AOA 3 mil milhões (US$ 2,86 milhões) em termos absolutos face ao período homólogo, em linha com o desempenho ascendente de um dos principais indicadores financeiros, os Fundos Próprios, que registou um crescimento de 13,44%, saindo de AOA 42,75 mil milhões (US$ 50,08 milhões) para AOA 48,49 mil milhões (US$ 53,17 milhões).

‎Entretanto, o activo do banco seguiu uma trajectória inversa ao lucro, recuando 4,09% para AOA 168,61 mil milhões (US$ 184,89 milhões) contra os AOA 175,81 mil milhões (US$ 205,95 milhões) apurados a 31 de Dezembro de 2024.

‎A queda do activo foi influenciada pela diminuição da principal linha de negócio, os investimentos em Títulos e Valores Mobiliários, que perderam 31,60% na carteira, alcançando uma cifra de AOA 23,29 mil milhões (US$ 25,54 milhões), em relação aos AOA 34,05 mil milhões (US$ 39,89 milhões) registados no período anterior. Os investimentos em valores mobiliários representaram 13,81% da estrutura total do activo.

‎A segunda linha do negócio que também impactou negativamente o activo foi o crédito a clientes, que registou uma baixa de 5,91% na carteira para AOA 20,99 mil milhões (US$ 23,02 milhões) confrontado os AOA 22,31 mil milhões (US$ 26,13 milhões) calculados aos 365 dias de 2024, ocupando uma participação de 12,45% no global da riqueza.

‎Ainda em baixa, seguiu o passivo em 12,52%, tendo contabilizado em AOA 111,41 mil milhões (US$ 122,17 milhões), em comparação com os AOA 127,35 mil milhões (US$ 149,19 milhões) contabilizado no período anterior.

‎Os gestores do Banco decidiram reduzir as provisões em 70,08%, saindo de AOA 967,56 milhões (US$ 1,13 milhões) em 2024 para os actuais AOA 289,48 milhões (US$ 317,42 mil) em 2025.

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