Finanças & Wall Street

BAI tem lucro de US$ 331,04 milhões, o maior da história da banca

Bernardo Bunga

22 Janeiro, 2026 - 18:45

Bernardo Bunga

22 Janeiro, 2026 - 18:45

O resultado, ainda não revisado pelo auditor externo (PwC), que o banco divulgou junto dos investidores indica que a entidade bancária encerrou 2025 com o maior lucro anual da história da banca nacional. Os dados comparativos entre 2024 e 2025 ilustram uma instituição mais capitalizada, com maior capacidade de intermediação financeira e resultados líquidos em forte expansão

A instituição bancária liderada por Luís Rodrigues Lélis, Presidente da Comissão Executiva (PCE), bateu o seu próprio recorde ao alcançar o maior lucro alguma vez registado na banca nacional. No quarto trimestre de 2025, o BAI reportou um lucro líquido de AOA 302 mil milhões (US$ 331,04 milhões), o dobro do resultado apurado em 2024, quando os ganhos se fixaram em AOA 151 mil milhões (US$ 165,67 milhões).

‎Este desempenho traduz-se num crescimento anual expressivo de 100% do lucro, consolidando o BAI como o banco com os maiores resultados de sempre no sector bancário angolano.

‎Importa destacar que o BAI havia alcançado, pela primeira vez, o maior lucro da banca nacional no terceiro trimestre de 2025, quando este indicador atingiu AOA 226 mil milhões (US$ 247,82 milhões).

‎O activo líquido do banco acompanhou a trajectória positiva do lucro, registando um crescimento de 11%, ao passar de AOA 4,54 biliões (US$ 4,97 mil milhões) em 2024 para AOA 5,04 biliões (US$ 5,53 mil milhões) em 2025. No activo, o principal destaque recai sobre o forte crescimento do crédito líquido, que avançou 92% no ano transacto, evoluindo de AOA 707 mil milhões (US$ 775,22 milhões) para AOA 1,36 biliões de (US$ 1,49 mil milhões) em 2025.

‎A margem financeira desempenhou um papel determinante na expansão do crédito, ao crescer 48%, passando de AOA 258 mil milhões (US$ 282,89 milhões) em 2024 para AOA 381 mil milhões (US$ 417,63 milhões) em 2025, beneficiando do aumento expressivo do crédito e de uma estrutura de activos mais rentável. Em paralelo, a margem complementar registou uma recuperação ainda mais acentuada, subindo para AOA 181 mil milhões (US$ 198,40 milhões) em 2025, o que representa um incremento de 127% face aos AOA 80 mil milhões (US$ 87,72 milhões de dólares) reportados em 2024.

‎Os fundos próprios aumentaram 32%, situando-se em AOA 940 mil milhões (US$ 1,03 mil milhões) em 2025, contra AOA 713 mil milhões (US$ 781,80 milhões) registados em 2024.

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