Os dados preliminares do quarto trimestre do exercício económico findo, ainda não revisados pela auditora Ernest & Young, revelam um prejuízo de AOA 4,17 mil milhões (US$ 4,57 milhões). Estes números reflectem uma redução de 39,55% em comparação com o registado no balanço de 2024, quando a entidade bancária contabilizou um prejuízo de AOA 6,89 mil milhões (US$ 7,55 milhões).
Com estes resultados, o primeiro desde a intervenção do Banco Nacional de Angola (BNA), a equipa do gestor Osvaldo Lemos Macaia dá os primeiros sinais de recuperação em linha com a execução do seu Plano de Recapitalização e Reestruturação (PRR) 2025-2027.
No que diz respeito ao activo, a calculadora somou AOA 1,04 biliões (US$ 1,14 mil milhões), um crescimento de 6,33% ante os AOA 981,52 mil milhões (US$ 920,11 milhões) registados no final de 2024.
Este desempenho em alta foi fortemente impactado pelo aumento do investimento em Títulos e Valores Mobiliários, com a carteira a subir 13,18%, fixando-se em AOA 437,49 mil milhões (US$ 479,56 milhões) contra os anteriores AOA 386,54 mil milhões (US$ 423,46 milhões).
Os Títulos e Valores Mobiliários, principal linha de negócio da banca, representaram 41,92% do total do activo da entidade que viu baixar a sua classificação de banco de importância sistémica para não sistémico, em Novembro passado.
Em sentido inverso, os investimentos em crédito a clientes, igualmente uma das principais linhas de negócio, registaram uma queda 39,61%, saindo de AOA 131,44 mil milhões (US$ 143,99 milhões) para os actuais AOA 79,38 mil milhões (US$ 87,01 milhões). A queda na concessão de crédito é explicada em boa parte com as medidas de contenção que os gestores têm vindo a observar, em obediência ao PRR, que destaca a elevada exposição do crédito malparado como um dos principais campos de preocupação.
O relato contabilístico apresenta uma alta considerável na estrutura do passivo, cujo resultado foi de AOA 970,13 mil milhões (US$ 1,06 mil milhões), mais 7,33% em relação ao exercício económico anterior, que fechou em AOA 903,87 mil milhões (US$ 990,21 milhões).
Os Fundos Próprios, que consiste nos bens dos accionistas colocados a disposição da empresa sem necessidade de reembolso, tiveram uma redução de 6%, saindo de 82,7 mil milhões para AOA 77,67 mil milhões (US$ 85,13 milhões).
