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Banco Sol teve prejuízo de US$ 4,57 milhões em 2025‎

José Praia

19 Fevereiro, 2026 - 12:56

José Praia

19 Fevereiro, 2026 - 12:56

O Banco Sol acaba de divulgar os resultados do exercício económico transacto, com os números a revelarem uma redução em mais de dois milhões de dólares em relação ao resultado negativo de 2024, período que antecede a intervenção do Banco Central e a aprovação do seu Plano de Recapitalização e Reestruturação. A fotografia do balancete mostra um banco com sinais vitais de recuperação, embora a diminuição em quase 40% da componente do crédito a clientes revele uma gestão prudencial da equipa de Osvaldo Lemos Macaia

Os dados preliminares do quarto trimestre do exercício económico findo, ainda não revisados pela auditora Ernest & Young, revelam um prejuízo de AOA 4,17 mil milhões (US$ 4,57 milhões). Estes números reflectem uma redução de 39,55% em comparação com o registado no balanço de 2024, quando a entidade bancária contabilizou um prejuízo de AOA 6,89 mil milhões (US$ 7,55 milhões).

‎Com estes resultados, o primeiro desde a intervenção do Banco Nacional de Angola (BNA), a equipa do gestor Osvaldo Lemos Macaia dá os primeiros sinais de recuperação em linha com a execução do seu Plano de Recapitalização e Reestruturação (PRR) 2025-2027.

‎No que diz respeito ao activo, a calculadora somou AOA 1,04 biliões (US$ 1,14 mil milhões), um crescimento de 6,33% ante os AOA 981,52 mil milhões (US$ 920,11 milhões) registados no final de 2024.

‎Este desempenho em alta foi fortemente impactado pelo aumento do investimento em Títulos e Valores Mobiliários, com a carteira a subir 13,18%, fixando-se em AOA 437,49 mil milhões (US$ 479,56 milhões) contra os anteriores AOA 386,54 mil milhões (US$ 423,46 milhões).

‎Os Títulos e Valores Mobiliários, principal linha de negócio da banca, representaram 41,92% do total do activo da entidade que viu baixar a sua classificação de banco de importância sistémica para não sistémico, em Novembro passado.

‎Em sentido inverso, os investimentos em crédito a clientes, igualmente uma das principais linhas de negócio, registaram uma queda 39,61%, saindo de AOA 131,44 mil milhões (US$ 143,99 milhões) para os actuais AOA 79,38 mil milhões (US$ 87,01 milhões). A queda na concessão de crédito é explicada em boa parte com as medidas de contenção que os gestores têm vindo a observar, em obediência ao PRR, que destaca a elevada exposição do crédito malparado como um dos principais campos de preocupação.

‎O relato contabilístico apresenta uma alta considerável na estrutura do passivo, cujo resultado foi de AOA 970,13 mil milhões (US$ 1,06 mil milhões), mais 7,33% em relação ao exercício económico anterior, que fechou em AOA 903,87 mil milhões (US$ 990,21 milhões). ‎

‎Os Fundos Próprios, que consiste nos bens dos accionistas colocados a disposição da empresa sem necessidade de reembolso, tiveram uma redução de 6%, saindo de 82,7 mil milhões para AOA 77,67 mil milhões (US$ 85,13 milhões).

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José Praia Pedro

EDITOR DE EMPRESAS & MERCADOS

No início do verão de 2024 juntei-me à equipa de jornalistas da revista O Telegrama, dividido entre a Editoria de Economia & Oil e a Editoria de Empresas & Mercados. Professor de matemática, fiz licenciatura em Economia na Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto (UAN). Tenho a responsabilidade de manter debaixo de olho tudo o que se passa no panorama dos negócios empresariais e, sobretudo, nos mercados financeiros domésticos e internacionais, desde a ‘Bolsa de Luanda’ (BODIVA), de New York Stock Exchange (NYSE) e NASDAQ, passando pela chinesa Shanghai Stock Exchange Euronext; Hong Kong, Saudi Exchange até a Bolsa de Valores de Londres ou, se preferirem, London Stock Exchange.

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