Finanças & Wall Street

BFA soma US$ 157 milhões e cimenta liderança de banco mais lucrativo

Adnardo Barros

12 Novembro, 2024 - 12:12

Adnardo Barros

12 Novembro, 2024 - 12:12

De 1 de Julho a 30 de Setembro, a entidade bancária cresceu 65% no lucro, saindo de AOA 89 mil milhões para AOA 147,6 mil milhões (US$ 157 milhões). Um resultado que reafirma a posição do BFA como a entidade líder entre os 22 bancos comerciais do país

O Banco de Fomento Angola (BFA) encerrou o terceiro trimestre com um lucro de AOA 147,6 mil milhões (157 milhões de dólares norte-americanos) nos primeiros nove meses do ano, mais 13% do que no período homólogo, continuando, assim, a tendência de banco número 1 do sistema nacional.

Em 2023, até 30 de Setembro, a equipa de Luís Roberto Gonçalves somou AOA 131 mil milhões (US$ 158 milhões), apurou o O Telegrama com base nas demonstrações financeiras da instituição.

Em comparação com o trimestre anterior, o BFA registou uma alta de 65%, uma vez que a entidade havia contabilizado AOA 89 mil milhões. Com este resultado, o banco cimenta a liderança entre as 22 instituições financeiras bancárias comerciais.

De acordo com os resultados anunciados, o activo do banco ascendeu para AOA 3,8 biliões (US$ 4,1 mil milhões), mais 10% face a igual período de 2023, quando esta rubrica foi contabilizada em AOA 3,5 biliões (US$4,2 mil milhões). Para esta evolução contribuíram as rubricas “aplicações feitas em bancos centrais e em Organismos de Investimentos Colectivos (OIC)” e “Títulos e Valores Mobiliários”.

A carteira de investimentos em títulos e valores mobiliários, rubrica de maior peso sobre o activo, totalizou AOA 1,3 biliões (US$ 1,39 mil milhões) contra AOA 1,1 biliões (US$ 1,36 mil milhões) em termos homólogos, um aumento de 16%.

O volume de negócios em bancos centrais e em OIC registou uma queda de 15%, em termos homólogos, para AOA 1 bilião (US$ 1,09 mil milhões) contra AOA 1,2 biliões (US$ 1,4 mil milhões).

O crédito bruto concedido a clientes ascendeu para AOA 677 mil milhões (US$ 821 milhões), mais AOA 145 mil milhões (US$ 154 milhões) em relação ao período homólogo. A rubrica Disponibilidade, que representa a liquidez imediata e a capacidade para fazer face às obrigações financeiras de curto prazo, registou uma alta de 35%, em relação ao período homólogo do ano passado, tendo contabilizado AOA 777 mil milhões (US$ 827 milhões) contra AOA 577 mil milhões (US$ 700 milhões).

Banco encareceu o passivo em 8%

Quanto aos depósitos, que são recursos de terceiro em posse do banco, o board do BFA viu crescer para AOA 3,08 biliões (US$ 3,2 mil milhões), uma alta de 8% face ao mesmo período do ano passado (AOA 2,8 biliões, equivalente a US$ 3,4 mil milhões).

Até 30 de Setembro, os fundos próprios estavam fixados em AOA 483 mil milhões (US$ 586 milhões), um aumento de 83 mil milhões (US$ 89 milhões) em relação ao período transacto.

Nota negativa para as rubricas das provisões e do passivo. As provisões reduziram para AOA 43 mil milhões (US$ 46 milhões), depois dos 57 mil milhões (US$ 68 mil milhões) registados em 2023, e o passivo aumentou 8%, saindo de 3 biliões (3,6 mil milhões) para AOA 3,2 biliões (US$ 3,4 mil milhões).

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