O Relatório Mensal dos Mercados da BODIVA, referente a Janeiro de 2026, revela que as negociações na Bolsa de Dívida e Valores de Angola atingiram um montante na ordem dos AOA 779,50 mil milhões (US$ 854,59 milhões) no primeiro mês do ano, o que representa um incremento de 23,10% face aos AOA 633,24 mil milhões (US$ 694,34 milhões) negociados no período homólogo. Este valor de Janeiro de 2026 retrata o maior montante negociado nos últimos doze (12) meses, desde Janeiro de 2025.
De acordo com os números da BODIVA, esta alta nas negociações foi influenciada pela ligeira expansão de 2,40% nos montantes transaccionados nos segmentos do mercado primário, concretamente no Mercado de Operações de Reporte (MOR) e no Mercado de Registo de Operações sobre Valores Mobiliários (MROV), que, em conjunto, somaram AOA 623,83 mil milhões (US$ 683,92 milhões) no mês passado, face aos AOA 609,18 mil milhões (US$ 667,96 milhões) negociados no mesmo período do ano anterior, representando a maior contribuição, com 80,03% do total negociado na bolsa.
Por outro lado, no mercado secundário, verificou-se uma tendência crescente na maioria dos segmentos. O Mercado da Bolsa de Títulos do Tesouro (MBTT) negociou AOA 153,13 mil milhões (US$ 167,88 milhões), representando um expressivo crescimento de 546,93% face aos AOA 23,67 mil milhões (US$ 25,95 milhões) de Janeiro de 2025, traduzindo-se numa contribuição de 19,64% do volume global das negociações.
Seguindo a mesma trajectória, o Mercado da Bolsa de Acções (MBA) apresentou um crescimento robusto de 825,10%, passando de AOA 265,02 milhões (US$ 290,59 mil) em Janeiro de 2025 para AOA 2,45 mil milhões (US$ 2,69 milhões) em Janeiro de 2026, concentrando, ainda assim, uma participação modesta de 0,31% na estrutura dos negócios. Já o Mercado da Bolsa de Unidades de Participação (MBUP) foi o único a registar uma queda acentuada, fixando-se em apenas AOA 763,80 mil (US$ 837,38), um recuo de 67,64% face aos AOA 2,36 milhões (US$ 2,59 mil) do período homólogo, sem expressão relevante no total negociado.
No que diz respeito às tipologias de valores mobiliários, as Obrigações do Tesouro Não Reajustáveis em Moeda Nacional (OT-NR) foram as que maior apetite despertaram junto dos investidores, contribuindo com 59,33% do total negociado, ao fixarem-se em AOA 462,47 mil milhões (US$ 507,01 milhões), seguidas das Obrigações do Tesouro em Moeda Estrangeira (OT-ME), que representaram 30,46%, correspondentes a AOA 237,45 mil milhões (US$ 260,32 milhões).
Por sua vez, as acções das cinco (5) empresas cotadas geraram no MBA um volume de AOA 2,45 mil milhões (US$ 2,69 milhões), sendo responsáveis por uma fatia residual de 0,31% da estrutura das negociações.
ÁUREA liderou os negócios da bolsa na abertura do ano
Kelson Cardoso, PCE da Áurea SDVM
Entre os 19 intermediários financeiros (IF), membros negociadores de activos e derivados financeiros que participaram nas negociações na chamada “Wall Street” de Luanda, em Janeiro de 2026, o Top 3 é liderado pela ÁUREA, BFA Capital Markets e pelo Banco Nacional de Angola (BNA), que dominaram o mercado com uma quota conjunta de 63,53% do montante negociado pelos membros.
No pódio, surge, em primeiro lugar, a Sociedade Distribuidora de Valores Mobiliários (SDVM) ÁUREA, com uma quota de 31,13%. Numa altura em que o Banco Angolano de Investimento (BAI), sua empresa-mãe, fechou 2025 com o maior lucro de sempre do sistema financeiro bancário, a ÁUREA abre 2026 a negociar activos e derivados financeiros na ordem dos AOA 456,49 mil milhões (US$ 500,46 milhões), em ambiente multilateral e bilateral. Seguem-se o Banco Nacional de Angola (BNA), com 20,42%, e a Sociedade Distribuidora de Valores Mobiliários BFA Capital Markets (BFACM), com 11,98%.
