Os donos do ex-estatal Banco de Comércio e Indústria (BCI), nomeadamente a Congolian Financial, SA, detentor de 74%, a Carrinho, S.A, detentor de 19%, decidiram renovar o voto de confiança a Renato Borges, Jardel Duarte e a Berta Grilo, os três membros da Comissão Executiva, depois de cumprido o primeiro mandato de 2022-2025.
De acordo com as peças contabilísticas, o primeiro mandato do gestor executivo foi marcado por um registo histórico no exercício económico de 2025, onde o BCI lucrou AOA 52,09 mil milhões (US$ 57,11 milhões), carimbado como o maior de sempre.
A proposta dos accionistas prevê saídas e entradas de novos membros, sobretudo no Conselho de Administração, que, além do presidente, passará a contar com dois administradores independentes, e um administrador não-executivo. Sai António Ramos da Cruz como administrador independente e entra Marcos de Nazaré Arsénio do Rosário Neto na mesma função. Pedro Joaquim Camilo Silva deixará a função de administrador não executivo no Banco KEVE para exercer funções idênticas no BCI.
A Comissão Executiva continuará na mesma, ou seja, em “equipa que ganha não se mexe”, conforme uma frase popular. No Conselho Fiscal, segundo apurou O Telegrama, Rui Pereira deixa a posição de vogal efectivo e substitui Manuel Gomes Pereira na presidência. O ex-PCA da Administração Geral Tributária (AGT), Cláudio Paulino Santos, mantém-se como vogal efectivo e Fernandes Bernardo Mateus completa a estrutura fiscal.
