O Banco Yetu publicou um quarto trimestre acima do expectável, ao reportar um lucro de AOA 9,05 mil milhões (US$ 9,92 milhões), depois de ter enfrentado três trimestres consecutivos em queda homóloga. A expectativa do mercado para o fecho do ano era baixa, em razão do período difícil enfrentado pelo banco desde a saída abrupta do ex-CEO, João da Costa Ferreira, mas a gestão de Paulo Jorge da Cunha Fontes contrariou o mercado e reportou um resultado superior dos últimos três anos.
Entretanto, de acordo com as demonstrações financeiras, o activo do banco registou um recuo de 3,95%, saindo de AOA 202,98 mil milhões (US$ 237,77 milhões) no final de 2024, e estando agora avaliado em AOA 194,94 mil milhões (US$ 213,76 milhões). A razão deste recuo pode ser explicada com o ligeiro desinvestimento na principal linha de negócio do sector bancário: os Títulos e Valores Mobiliários, que representaram uma participação de 32,39% do total dos activos, passou de AOA 63,94 mil milhões (US$ 74,89 milhões) em 2024 para AOA 63,13 mil milhões (US$ 69,23 milhões) em 2025.
A carteira de crédito ampliada teve uma expansão de 19,79% no quarto trimestre em relação ao mesmo período de 2024, alcançando os AOA 69,43 mil milhões (US$76,13 milhões). A rubrica crédito a clientes representou 35,62% da estrutura do activo total.
O passivo, que corresponde às obrigações com terceiros, registou uma redução de 8,26%, ao passar de AOA 160,38 mil milhões (US$ 187,88 milhões) no 4T2024 para AOA 147,13 mil milhões (US$ 161,34 milhões) no 4T2025. Os depósitos de clientes constituem a componente com maior peso no passivo, contribuindo com 78,60% do total.
Por último, os fundos próprios, os bens dos accionistas colocados à disposição da empresa sem necessidade de reembolso, situaram-se em AOA 38,76 mil milhões (US$ 42,50 milhões), uma subida de 6,11% face aos AOA 36,53 mil milhões (US$ 42,79 milhões) apurados no mesmo período do ano anterior.
