Finanças & Wall Street

Lucro do Banco Yetu cresce 49,28% para US$ 9,92 milhões

José Praia

27 Janeiro, 2026 - 01:36

José Praia

27 Janeiro, 2026 - 01:36

O Banco Yetu acaba de entrar no período de bonança, depois de ter atravessado três trimestres consecutivos em queda nos lucros. De acordo com as demonstrações financeiras, que compreendem o balanço de 31 de Dezembro, e ainda não revisado pelo auditor independente, o banco teve um encaixe financeiro de AOA 2,99 mil milhões (US$ 2,82 milhões), o que significa um aumento de 49,28% sobre os AOA 6,06 mil milhões (US$ 7,10 milhões) reportado em 2024. Os indicadores fundamentalistas apresentaram uma performance mista

O Banco Yetu publicou um quarto trimestre acima do expectável, ao reportar um lucro de AOA 9,05 mil milhões (US$ 9,92 milhões), depois de ter enfrentado três trimestres consecutivos em queda homóloga. A expectativa do mercado para o fecho do ano era baixa, em razão do período difícil enfrentado pelo banco desde a saída abrupta do ex-CEO, João da Costa Ferreira, mas a gestão de Paulo Jorge da Cunha Fontes contrariou o mercado e reportou um resultado superior dos últimos três anos.

Entretanto, de acordo com as demonstrações financeiras, o activo do banco registou um recuo de 3,95%, saindo de AOA 202,98 mil milhões (US$ 237,77 milhões) no final de 2024, e estando agora avaliado em AOA 194,94 mil milhões (US$ 213,76 milhões). A razão deste recuo pode ser explicada com o ligeiro desinvestimento na principal linha de negócio do sector bancário: os Títulos e Valores Mobiliários, que representaram uma participação de 32,39% do total dos activos, passou de AOA 63,94 mil milhões (US$ 74,89 milhões) em 2024 para AOA 63,13 mil milhões (US$ 69,23 milhões) em 2025.

A carteira de crédito ampliada teve uma expansão de 19,79% no quarto trimestre em relação ao mesmo período de 2024, alcançando os AOA 69,43 mil milhões (US$76,13 milhões). A rubrica crédito a clientes representou 35,62% da estrutura do activo total.

O passivo, que corresponde às obrigações com terceiros, registou uma redução de 8,26%, ao passar de AOA 160,38 mil milhões (US$ 187,88 milhões) no 4T2024 para AOA 147,13 mil milhões (US$ 161,34 milhões) no 4T2025. Os depósitos de clientes constituem a componente com maior peso no passivo, contribuindo com 78,60% do total.

Por último, os fundos próprios, os bens dos accionistas colocados à disposição da empresa sem necessidade de reembolso, situaram-se em AOA 38,76 mil milhões (US$ 42,50 milhões), uma subida de 6,11% face aos AOA 36,53 mil milhões (US$ 42,79 milhões) apurados no mesmo período do ano anterior.

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José Praia Pedro

EDITOR DE EMPRESAS & MERCADOS

No início do verão de 2024 juntei-me à equipa de jornalistas da revista O Telegrama, dividido entre a Editoria de Economia & Oil e a Editoria de Empresas & Mercados. Professor de matemática, fiz licenciatura em Economia na Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto (UAN). Tenho a responsabilidade de manter debaixo de olho tudo o que se passa no panorama dos negócios empresariais e, sobretudo, nos mercados financeiros domésticos e internacionais, desde a ‘Bolsa de Luanda’ (BODIVA), de New York Stock Exchange (NYSE) e NASDAQ, passando pela chinesa Shanghai Stock Exchange Euronext; Hong Kong, Saudi Exchange até a Bolsa de Valores de Londres ou, se preferirem, London Stock Exchange.

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