Finanças & Wall Street

Oito bancos vão alterar os órgãos sociais ‎

Nelson Francisco Sul

23 Janeiro, 2026 - 10:30

Nelson Francisco Sul

23 Janeiro, 2026 - 10:30

Oito instituições financeiras bancárias, entre os quais 7 de importância sistémica, preparam-se para alterar a composição dos órgãos sociais. A mudança na cúpula vai além da reconfiguração dos boards e da indicação de novos CEOs e administradores executivos. A grande expectativa recai para o BAI e o BFA, os dois principais bancos do mercado. Mas haverá surpresas também a nível do Banco Keve, BPC e BNI

‎Alguns dos principais bancos comerciais de importância sistémica e de pequena dimensão vão mexer na cúpula da gestão corrente (Comissão Executiva), numa reconfiguração que se estenderá para a composição da mesa da Assembleia-Geral, no Conselho de Administração e no Conselho Fiscal.

‎Estas alterações decorrerão em linha com o prescrito nos seus estatutos de governação societária, tendo em conta o fecho de ciclo. As movimentações observam-se no Banco Angolano de Investimentos (BAI), no Banco de Fomento Angola (BFA), no Banco Keve, no Banco de Comércio e Indústria (BCI), no Banco de Poupança e Crédito (BPC), no Banco de Negócios Internacional (BNI), no Standard Bank Angola e no Banco BIR, o único de pequena dimensão.

‎No Banco BAI, as mudanças serão aprovadas em Abril, por altura da reunião anual da Assembleia-Geral, aprazada para o dia 25. Depois de ter cumprido dois mandatos consecutivos, é pouco provável a continuidade do banqueiro Luís Filipe Rodrigues Lélis na presidência da Comissão Executiva, mas o resultado de 2025, o maior da história da banca nacional, poderá pesar na tomada de decisão dos accionistas. A reconfiguração estender-se-á para os restantes membros executivos e não executivos.

‎No BFA, a continuidade de Luís Roberto Fernandes Gonçalves na liderança executiva é dada como certa. Este banqueiro, quadro do banco há 30 anos (desde 1996), assumiu a presidência executiva em Julho de 2020. Após a concretização da alienação de 29,75% das acções do capital social na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), os accionistas equacionam uma reconfiguração profunda em todos os órgãos sociais.

‎No Complexo Garden Towers, concretamente no 12.º andar da Torre B, os accionistas do Banco Keve estiveram reunidos em Assembleia-Geral Extraordinária na última terça-feira, 20 de Janeiro. O banco agora controlado pelo Grupo Carrinho renovou a confiança em Bruno da Silva Grilo, mas fez algumas mudanças, que devem seguir para a validação do Banco Nacional de Angola (BNA).

‎Haverá também mudanças, embora superficiais, no Banco de Comércio e Indústria (BCI), detido na totalidade pelo Grupo Carrinho. Numa espécie de “dança das cadeiras”, alguns gestores cessam funções para integrarem o board de outras entidades bancárias em que a Carrinho detém participações societárias.

‎No BPC, o banco cujo accionista único é o Estado angolano, representado pelo Ministério das Finanças, o Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) e a Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas (ISSFAA), o ciclo encerrou (2022/2026). A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, tem em mãos a decisão de manter tudo como está ou alterar o board.

‎Luís Fialho Miguel Teles substituiu António Coutinho na presidência da Comissão Executiva do Standard Bank Angola em finais de 2018. Embora ao longo dos anos foram ocorrendo alterações, com a entrada e saída de administradores executivos e não executivos, o único interesse do gestor em se manter no cargo estará relacionado com a condução da IPO (Oferta Pública Inicial) do banco, disseram as nossas fontes.

‎Com a compra de 70% das acções do Banco de Negócios Internacional (BNI) pela Kassai Capital, oficializada em finais do ano passado, o board do banco fundado por Mário Abílio Palhares e José Teodoro Garcia Boyol sofrerá alteração profunda. No Banco BIR, a banqueira Lígia Madaleno, detentora de 56,40% do capital social, mantém-se na condução do banco. Mas avizinha-se uma alteração no 7.º andar do Edifício Bengo, em Belas Business Park.

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