Em um ano de liderança, a gestão de Cristina Lourenço apresenta um crescimento no número total de investidores com contas activas para 36,30%, saindo dos 35 053 em 2024 para 47 778 de contas activas na Central de Valores Mobiliários (CEVAMA) em 2025.
Com base nos dados disponibilizados pela gestora da Bolsa de Valores, este incremento no número de investidores figura-se como o maior dos últimos três anos, apresentando uma evolução exponencial. Do total dos investidores registados em 2025, 2% já corresponde ao número de investidores estrangeiro que investem na bolsa de Luanda.
Até Dezembro último, o aumento de investidores em 36,30% provocou uma valorização no número de negócios, calculado em 70,11% para 17 569, contra os 10 328 de negócios fechados no igual período de 2024. Esta valorização no número de negócios registados representa o máximo histórico de sempre.
As prestações de serviços financeiros, principal core business da entidade, tiveram um crescimento de 48,04% para AOA 7,55 mil milhões (US$ 8,27 milhões) em contraste com AOA 5,10 mil milhões (US$ 5,59 milhões) do período homólogo.
O aumento de quase 50% na prestação de serviços proporcionou maior receita e, consequentemente, maior entrada de disponibilidades financeiras. Apesar do agravamento dos custos observados no aumento das remunerações da equipa em 12,55%, saindo de AOA 2,63 mil milhões (US$ 2,88 milhões) em 2024 para AOA 2,96 mil milhões (US$ 3,25 milhões) em 2025, o Relatório de Actividades do quarto trimestre do exercício económico transacto dá conta de um crescimento em 101,39%, saindo de AOA 1,33 mil milhões (1,46 milhões) em 2024 para os actuais AOA 2.68 mil milhões (2,94 milhões), embora os números careçam de validação do auditor externo.
De acordo com especialistas do mercado financeiro consultados pelo O Telegrama, apesar de estes números decorrerem, em grande medida, da reacção natural do próprio mercado, um dos grandes desafios da gestão de Cristina Lourenço, eleita para o mandato de 2025-2028, terá também a ver com a capacidade de a BODIVA poder convencer a entrada de privados no Mercado da Bolsa de Acções (MBA), tendo, até ao momento, apenas admitido os activos detidos pelo Estado em empresas privadas.
