“Este número traduz, em termos reais, famílias e empresas ainda expostas a riscos sem protecção adequada, vulneráveis a choques que comprometem a estabilidade patrimonial e a continuidade económica. E é precisamente neste contexto que escolhemos iniciar este ciclo com o tema da mediação de seguros. Porque a mediação é o elo fundamental entre os seguros e o cidadão. A mediação é o canal que traduz a técnica das seguradoras em confiança. A mediação é o rosto humano dos seguros”, afirmou a número um da entidade reguladora.
Filomena Manjata, que falava na I conferência Bimestral sobre “O papel da mediação de seguros para o desenvolvimento do mercado angolano”, sublinhou que o mediador é o profissional que transforma risco em segurança e incerteza em protecção.
“A entrada em vigor da Lei n.º 6/24 de 3 de Junho constituiu um marco estruturante nesta trajectória. O novo regime jurídico, sobre o qual falaremos hoje, eleva os padrões de qualificação e de unidade, de competência técnica e cria bases para a maior inclusão, como os microsseguros e a bancassurance”, referiu.
Manjata reiterou que desenvolvimento sustentável do sector exige compromisso colectivo, ética, transparência, concorrência leal entre os canais de distribuição, inovação responsável por parte das seguradoras e uma supervisão firme, técnica e proporcional. O fortalecimento do mercado segurador não é um objectivo sectorial isolado, é parte integrante da Agenda Nacional de Diversificação Económica.
“Porque sabemos que um sector segurador mais profundo e robusto contribui para a estabilidade financeira, protege o investimento, reduz vulnerabilidades sistémicas e reforça a confiança no ambiente de negócios”.
No término da sua nota de boas-vindas, a PCA da ARSEG apontou ainda ser este o momento de visão estratégica, de responsabilidade partilhada, de transformar potencial em realização concreta. “É com esse espírito que reiteramos o nosso compromisso institucional com o diálogo construtivo e a evolução sustentada do sector”, finalizou.
