Finanças & Wall Street

Quarta-feira, dia 25, é dia de reunião no maior banco angolano ‎

Nelson Francisco Sul

25 Março, 2026 - 08:56

Nelson Francisco Sul

25 Março, 2026 - 08:56

Hoje, quarta-feira, dia 25 de Março, os membros do Conselho de Administração e os accionistas do Banco Angolano de Investimentos (BAI) reúnem-se em Assembleia-Geral Ordinária. O encontro está marcado para às 9 horas da manhã, no Hotel Epic Sana, num momento em que a entidade bancária sinaliza uma instituição mais capitalizada e com maior capacidade de intermediação financeira, tendo em atenção os resultados alcançados no exercício passado, o maior resultado da banca angolana desde a liberalização da economia, em 1992

‎Em discussão, estarão 10 pontos, sendo que o primeiro será a deliberação sobre o Relatório de Gestão e Contas (Individuais e Consolidadas) e o parecer do Conselho Fiscal, relativo ao exercício de 2025, incluindo o Relatório de Governo Societário.

‎O segundo ponto incidirá sobre a deliberação da proposta de aplicação de resultados do exercício de 2025, com o Conselho de Administração a propor à Assembleia-Geral a aplicação do resultado líquido individual do exercício um payout de 50% dos lucros, 40% para as reservas livres e 10% para reservas legais.

‎O terceiro ponto proceder-se-á à apreciação geral da administração e fiscalização do Banco, ou seja, o accionista Macropar – Consultoria e Participações, S.A. propõe à Assembleia Geral “um voto de confiança e louvor ao Conselho de Administração e a cada um dos seus membros pelo desempenho das suas funções durante o exercício de 2025”, incluindo “um voto de confiança e louvor ao Conselho Fiscal e a cada um dos seus membros pelo desempenho das suas funções durante o exercício” transacto.

‎O quarto ponto tem a ver com a proposta do Conselho de Remunerações dos Órgãos Sociais relativo à distribuição de remuneração variável aos membros executivos dos Conselhos de Administração, referente ao exercício de 2025. O organismo propõe “aprovar o montante global máximo de AOA 5,291 mil milhões a ser atribuído a título de remuneração variável aos sete membros executivos do Conselho de Administração”, no caso a equipa executiva.

‎Deliberar sobre a proposta de alteração da política de remunerações dos membros dos órgãos sociais é o quinto ponto da agenda de trabalho, que terá em consideração a natureza, dimensão e complexidade das actividades do Banco e do Grupo, salvaguardando os interesses da entidade bancária, dos accionistas, dos clientes e dos demais stakeholders.

‎Os accionistas e investidores vão, também, “deliberar sobre o aumento do capital social por incorporação de reservas no valor de AOA 348,1 mil milhões”, visando fortalecer a sua capacidade de investimento.

O ponto sete incidirá numa pontual deliberação “sobre a alteração parcial dos estatutos do banco”, em linha com a necessidade de assegurar melhores condições operacionais e de trabalho, tendo em vista a mudança da sua sede social, que será transferida do complexo Garden Towers (Torre BAI), para as Torres Kianda, o gigante edifício em construção adjacente ao Banco Nacional de Angola, na Avenida 4 de Fevereiro.

Tendo em atenção a rotatividade obrigatória da sociedade de auditoria externa após o ciclo de 4 (quatro) anos consecutivos de exercício, em linha com o parecer da Comissão do Controlo Interno e Auditória, o Conselho Fiscal propõe à Assembleia Geral que seja nomeada a Deloitte & Touche Auditores, Lda., em substituição da KPMG Angola.

Quase na reta final, no ponto nove, os accionistas vão eleger a nova composição dos órgãos sociais para o quadriénio 2026–2029. O destaque vai para a recondução do banqueiro Mário Alberto dos Santos Barber e Luís Rodrigues Lélis, presidentes do Conselho de Administração e da Comissão Executiva, respectivamente. Víctor Faria Cardoso, ex-PCE do Banco Económico, e Antónia Judite Cardoso, directora coordenadora do banco, juntar-se-ão à Inokcelina de Carvalho, Irisolange de Menezes Verdades, João Fonseca, José Manuel e Juvelino Domingos como administradores executivos.

Ao fechar a reunião, o último tema será a eleição dos membros do conselho de remunerações dos órgãos sociais, que será presidido pelo antigo ministro das Finanças (Junho de 1999 a Outubro de 2000) e da Indústria (Outubro de 2000 a Maio de 2010), Joaquim David, tendo como vogais o PCA da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, e o ex-ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos.

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