A fotografia financeira do Banco de Poupança e Crédito (BPC), no quarto trimestre de 2025, indica um sinal de alerta. O Resultado Antes de Impostos (RAI) tombou 86,63%, fixando-se em AOA 14,36 mil milhões (US$ 15,74 milhões), face ao lucro de AOA 107,40 mil milhões (US$ 117, 77 milhões) registado no mesmo período do ano passado.
Os números mostram que o activo total do banco cresceu 5,72%, atingindo AOA 1,66 biliões (US$ 1,82 mil milhões), face aos AOA 1,57 biliões (US$ 1,72 mil milhões) reportados no IVT24. Na composição do activo, os títulos e valores mobiliários aumentaram 5,76%, alcançando AOA 639,61 mil milhões (US$ 701,1 milhões), correspondendo a um peso de 38,55% no total do activo.
O crédito a clientes recuou 2,43% em 2025, fixando-se em AOA 370,69 mil milhões (US$ 406,3 milhões), contra os AOA 379,91 mil milhões (US$ 416,57 milhões), representando 22,34% do activo do banco.
O banco de capital público registou uma redução de 6% no volume do seu passivo, que passou de AOA 1,41 biliões (US$ 1,28 mil milhões) no 4.ºT24 para AOA 1,36 biliões (US$ 1,49 mil milhões) no 4.ºT25.
Os recursos de clientes continuam a representar o principal componente da estrutura do passivo, com uma participação de 88,39% do total das obrigações do banco perante terceiros. Este indicador fixou-se em AOA 1,20 biliões (US$ 1,32 mil milhões).
O ponto mais positivo do trimestre reside, porém, nos fundos próprios. O capital do banco registou um salto expressivo de 59,11%, ascendendo a AOA 284,77 mil milhões (US$ 312,2 milhões).
