Os dados preliminares do quarto trimestre do exercício económico findo, que deverão ser auditados pela Deloitte Angola, espelham que o Banco Económico teve um desempenho positivo de AOA 15,61 mil milhões (US$ 17,11 milhões), traduzindo-se numa recuperação de 563,02% face à perda registada no período homólogo (2024), quando a entidade consentiu um prejuízo de AOA 3,37 mil milhões (US$ 3,69 milhões).
Com este resultado, o ex-BESA regressa aos lucros, depois de ter andado três anos consecutivos a “respirar pelo ventilador”, de 2022 a 2024, acumulando prejuízos de forma consecutiva. A última vez que reportou um resultado positivo foi em 2021, calculado em AOA 173,81 mil milhões (US$ 313,18 milhões).
Entretanto, o activo recuou 15,08% para AOA 713,24 mil milhões (US$ 781,82 milhões) no quarto trimestre de 2025, comparativamente aos AOA 839,88 mil milhões (US$ 920,11 milhões) registados no mesmo período de 2024.
O desempenho do activo foi fortemente impactado pela redução do Crédito a Clientes, cuja carteira diminuiu 24,23%, fixando-se em AOA 39,84 mil milhões (US$ 43,67 milhões), contra os AOA 52,58 mil milhões (US$ 57,59 milhões) de 2024. O Crédito a Clientes, uma das principais linhas de negócio, representou apenas 5,59% do total do activo do banco.
Por sua vez, os investimentos em Títulos e Valores Mobiliários, a principal linha de negócio da banca, registaram uma ligeira subida de 0,34%, atingindo AOA 471,82 mil milhões (US$ 517,19 milhões), em comparação com os AOA 470,23 mil milhões (US$ 515,15 milhões) reportados no exercício de 2024, sendo responsáveis por 66,15% do Activo total.
A fotografia contabilista apresenta uma redução na componente do passivo, menos 8,31% em relação ao exercício económico anterior, cujo resultado foi de AOA 1,35 biliões (US$ 1,48 mil milhões) a favor dos actuais AOA 1,47 biliões (US$ 1,61 mil milhões).
De acordo com a leitura dos números, a queda do passivo é uma consequência da redução dos Recursos de Clientes, que recuaram 14,74% para AOA 898,54 mil milhões (US$ 984,93 milhões), representando 66,64% do total do Passivo.
Entretanto, os accionistas do Banco Económico viram-se obrigados a reforçar os Fundos Próprios em 3,74%, passando de um valor negativo de AOA 627,34 mil milhões (US$ 687,27 milhões) em 2024 para um montante igualmente negativo de AOA 650,78 mil milhões (US$ 120,13 milhões) em 2025, situação que representa um claro sinal de falência técnica da instituição bancária.
