De acordo com as demonstrações financeiras do primeiro trimestre deste ano, o Resultado Antes do Imposto (RAI) do BIC alargou 53,66% para AOA 6,82 mil milhões (US$ 7,48 milhões) no primeiro trimestre de 2026, comparativamente aos AOA 4,44 mil milhões (US$ 4,87 milhões) obtidos no mesmo período de 2025.
No mesmo ritmo, seguiu o activo do banco liderado na gestão operacional pelo Presidente da Comissão Executiva, Hugo Teles, que registou um curto crescimento de 3,66%, fixando-se em AOA 2,42 biliões (US$ 2,65 mil milhões) nos primeiros 90 dias de 2026, superando os AOA 2,33 biliões (US$ 2,56 mil milhões) reportados em 31 Março de 2025.
Entre as componentes do activo, a carteira de títulos e valores mobiliários cresceu 7,86%, ao sair de AOA 578,28 mil milhões (US$ 634,08 milhões) no IT25, para os actuais AOA 623,72 mil milhões (US$ 683,81 milhões) no IT26, representando uma contribuição de 25,80%. Por sua vez, a carteira de crédito a clientes seguiu uma marcha inversa, recuando 8,74% para um montante de AOA 692,99 mil milhões (US$ 759,75 milhões) no período em análise. Apesar da queda, a carteira de crédito a clientes teve maior contribuição na ordem dos 28,66% no total do activo.
Já o passivo do BIC subiu 4,18% para AOA 1,94 biliões (US$ 2,13 mil milhões), contra os AOA 1,86 biliões (US$ 2,04 mil milhões) do IT25. Esta evolução foi fortemente impulsionada pelos recursos de clientes, que cresceu 8,37% para AOA 1,55 biliões (US$ 1,70 mil milhões) e um peso de 79,93%.
Contudo, os accionistas aumentaram ligeiramente os fundos próprios em 1,10% para AOA 470,09 mil milhões (US$ 515,39 milhões) em relação aos AOA 464,98 mil milhões (US$ 509,84 milhões) do igual período de 2025.