Finanças & Wall Street

Bank of Oman pretende ser ponte para financiamento do turismo em Angola

Alice da Silva

17 Junho, 2026 - 00:44

Alice da Silva

17 Junho, 2026 - 00:44

O CEO do African Bank of Oman (ABO) anunciou, à semelhança dos investimentos feitos na África do Sul, Nigéria e Rwanda, ter em carteira um fundo de investimento para estruturar e dinamizar o sector do turismo em Angola, enquadrado numa linha de financiamento aberta para África, que ultrapassa os US$ 500 milhões

Nesta terça-feira (16/06), o CEO do ABO realizou o seu primeiro encontro com os jornalistas, que teve lugar na sede do banco, subordinado ao tema “Média Breakfast- Capital Paciente do Golfo: financiar a próxima fronteira do turismo angolano”.

Segundo António Dinis Mendes, o turismo em Angola não representa sequer 1% do PIB e vê no turismo de nicho uma oportunidade a escalar. Por outro lado, de acordo com o alto executivo, nesse segmento de turismo, o turista tem um custo muito alto por pessoa, enquanto o de massas é mais baixo.

A nível de infra-estrutura, que ainda é o calcanhar de aquiles do país, o custo é ligeiramente mais baixo para o turismo de nicho em relação ao de massas, razão pela qual o Banco of Oman entende ser este o segmento o mais viável para o pontapé de saída.

O papel do African Bank of Oman

O Chief Executive Officer (CEO) da mais recente instituição bancária do País afirmou que, da entidade que dirige, é o de estruturar e canalizar capital paciente do Golfo para os dois modelos de turismo, em complemento com os bancos comerciais e de desenvolvimento, assim como com o Fundo Soberano angolano.

“Queremos dar acesso a investidores que pretendam investir e apresentá-los a um fundo de investimento que são especializados e têm portfólio do turismo”, disse Dinis Mendes.

Apresentou, a título de exemplo, o Fundo Cassava, uma plataforma que é detida pelo Qatar. É um fundo de investimento que atende e aposta na parte imobiliária. Há também operadores que vão operar o activo; enquanto que o Oman, através da sua estrutura accionista, tem acesso à plataforma do Golfo e consegue identificar quem são os actores interessados. Entre 2012 e 2025, os países do Golfo investiram cerca de US$179 mil milhões em África.

“O fundo Cassava investe na África do Sul, Nigéria e no Rwanda. Já investiu US$ 500 milhões no Rwanda e dispõe do mesmo montante disponível para investir em Angola, bastando que se apresente projectos sustentáveis”, afirmou o alto executivo, acrescentando que se trata de “uma linha de financiamento aberta para África”.

Semelhanças da economia de Oman com Angola

Durante o encontro, foram, ainda, apresentados dados sobre a economia de Oman, que possui um PIB muito parecido com o de Angola, cerca de AOA 109,57 mil milhões (US$ 120 milhões). O país esteve muito dependente do petróleo e gás e passou por um programa de privatização e de diversificação da economia, tendo, em 5 anos, concluído o programa de privatizações e testemunhado um boom nos sectores da agricultura e do turismo.

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+ LIdas

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