Finanças & Wall Street

Índice de Inclusão Financeira atinge 51,73% no 1T26

Bernardo Bunga

28 Julho, 2026 - 23:46

Bernardo Bunga

28 Julho, 2026 - 23:46

Segundo o Banco Nacional de Angola (BNA), o Índice de Inclusão Financeira aumentou para 51,73% no primeiro trimestre de 2026, face aos 49,97% registados no trimestre anterior, aproximando o país da meta de 65% até 2027. Os dados foram divulgados no comunicado da 9.ª Reunião Ordinária do Comité de Coordenação da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (CCENIF)

O desempenho foi analisado durante a 9.ª Sessão Ordinária do CCENIF, realizada a 24 de Julho, na Sala de Reuniões do Cerimonial da Presidência da República, na Cidade Alta, sob orientação do Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano.

Na reunião, o comité avaliou o grau de execução das deliberações da sessão anterior, a implementação das acções previstas na ENIF, a evolução do Índice de Inclusão Financeira e o desempenho da plataforma KWiK.

De acordo com o BNA, “este resultado demonstra um progresso contínuo na utilização de contas bancárias, contas de moeda electrónica e outros serviços financeiros formais pela população, reflectindo o aumento no acesso e na utilização do sistema financeiro formal”.

O desempenho actual do índice reforça a trajectória do país rumo à meta de 65% de inclusão financeira até 2027, estabelecida na Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (ENIF). O objectivo consiste em alargar o acesso da população aos serviços financeiros formais, promovendo uma maior utilização de instrumentos como contas bancárias, meios de pagamento electrónicos, crédito, poupança e seguros.

O comité constatou, igualmente, progressos na execução das acções previstas na ENIF. Das 68 actividades programadas, cerca de 75% encontram-se em implementação, 11,8% já foram concluídas e 13,2% permanecem por iniciar.

Entre os principais avanços identificados destacam-se a digitalização dos pagamentos dos programas sociais, a integração de novos serviços de liquidação na plataforma KWiK, a elaboração do quadro regulamentar para o alargamento das fontes de financiamento das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME), o desenvolvimento do Seguro Agrícola e o reforço das iniciativas de educação financeira.

No domínio dos pagamentos electrónicos, a plataforma KWiK manteve a trajectória de crescimento observada nos últimos trimestres. Segundo o comunicado, entre Abril e Junho de 2026, o número de operações aumentou 119,8%, passando de 5,44 milhões para 11,96 milhões, em comparação com igual período de 2025.

No mesmo intervalo, o valor transaccionado através da plataforma cresceu 134,8%, evoluindo de AOA 137,18 mil milhões para AOA 322,04 mil milhões, desempenho que, na avaliação do Comité, confirma a crescente adopção dos meios electrónicos de pagamento por cidadãos, empresas e instituições.

Entre as iniciativas estruturantes analisadas na reunião, o Comité destacou os progressos alcançados na universalização do Bilhete de Identidade. Até ao momento, 13 176 656 cidadãos com 18 ou mais anos dispõem do documento, correspondendo a cerca de 65% da população adulta, um requisito considerado essencial para facilitar o acesso aos serviços financeiros formais.

Foi, igualmente, destacado o projecto de digitalização do Mercado 1.º de Agosto, no Catinton, onde 80 vendedeiras passaram a efectuar o pagamento electrónico das taxas diárias. A iniciativa conta, actualmente, com 672 comerciantes aderentes e regista mais de 700 operações de pagamento digital por dia, sendo apontada pelo Comité como um exemplo do potencial da digitalização para promover a inclusão financeira e a formalização gradual da actividade comercial.

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