Finanças & Wall Street

BFA volta ao primeiro lugar em rentabilidade no 2T26

Bernardo Bunga

3 Agosto, 2026 - 08:47

Bernardo Bunga

3 Agosto, 2026 - 08:47

Depois de cinco trimestres consecutivos afastado do pódio de banco mais lucrativo do País, posição que perdeu para o Banco Angolano de Investimentos (BAI) no primeiro trimestre de 2025, o Banco de Fomento Angola (BFA) regressou ao primeiro lugar no segundo trimestre do ano em curso. A diferença entre as duas principais instituições bancárias do mercado é de pouco mais de AOA 418,4 milhões, números que colocam o BFA na liderança em termos de rentabilidade

No seu Relatório de Actividade do 2T2026, o banco liderado por Luís Roberto Gonçalves reportou um lucro líquido avaliado em AOA 117,34 mil milhões (US$ 128,58 milhões), reflectindo um crescimento tímido de 1,61% em relação ao mesmo período de 2025.

Em termos absolutos, trata-se de um crescimento na ordem de AOA 1,86 mil milhões (US$ 1,95 milhões) face ao mesmo período do ano transacto. Paralelamente, e na mesma dinâmica que o lucro, a entidade expandiu a dimensão do seu balanço, com o activo total a fixar-se em AOA 4,51 biliões (US$ 4,94 mil milhões) no 2T26. Dito de outro modo, o banco expandiu a dimensão do seu património em 10,90% face ao 2T25, ao acrescentar AOA 442,85 mil milhões (US$ 482,28 milhões) no seu activo.

A expansão do balanço foi impulsionada, sobretudo, pelo crescimento da carteira de Títulos e Valores Mobiliários, que passou de AOA 1,79 biliões (US$ 1,96 mil milhões) no 2T25 para AOA 2,05 biliões (US$ 2,25 mil milhões) no igual período de 2026, traduzindo uma subida de 14,74%, aumento que consolida estes activos como o principal componente do balanço do banco, ao representarem 45,58% do activo total.

A carteira de crédito a clientes também manteve uma trajectória de crescimento, ascendendo para AOA 874,95 mil milhões (US$ 958,78 milhões), um acréscimo de  9,44% quando comparado com os AOA 799,49 mil milhões (US$ 876,67 milhões) calculados em Junho de 2025. Apesar da expansão, o crédito representa apenas 19,42% do activo do banco.

Do lado das obrigações, o passivo registou um crescimento de 10,38%, passando de AOA 3,36 biliões (US$ 3,69 mil milhões) em Junho de 2025 para AOA 3,71 biliões (US$ 4,07 mil milhões) em Junho de 2026.

O crescimento do passivo foi sustentado, essencialmente, pelo aumento dos recursos de clientes, que evoluíram de AOA 3,16 biliões (US$ 3,46 mil milhões) no 2T25 para AOA 3,46 biliões (US$ 3,79 mil milhões) no 2T26, correspondente a um aumento de 9,48%. Os dados indicam que estes depósitos representam 93,14% do passivo do BFA.

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