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Preços dos materiais de construção registaram menor variação mensal em Setembro

Bernardo Bunga

20 Outubro, 2026 - 08:40

Bernardo Bunga

20 Outubro, 2026 - 08:40

A variação mensal do Índice de Preços dos Materiais de Construção (IPMC) fixou-se em 0,24% em Setembro, o nível mais baixo desde o início do ano, depois de ter acelerado, em Junho, e registado ligeiras oscilações nos meses seguintes. Em termos homólogos, a taxa situou-se em 5,17%, traduzindo uma desaceleração de 8,46 pontos percentuais (p.p.), de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE)

A evolução mensal do Índice de Preços dos Materiais de Construção (IPMC), ao longo de 2026, tem sido marcada por uma trajectória predominantemente descendente até Maio, seguida de uma aceleração em Junho e de oscilações nos três meses seguintes. Em Janeiro, a variação mensal situou-se em 0,44%, tendo recuado progressivamente até atingir 0,26% em Maio. No mês seguinte, a taxa acelerou para 0,58%, o valor mais elevado do período em análise, antes de abrandar para 0,32% em Julho e subir ligeiramente para 0,34% em Agosto.

Em Setembro, a variação mensal voltou a desacelerar, fixando-se em 0,24%, o que representa uma redução de 0,10 p.p. face ao mês anterior e constitui o nível mais baixo registado em 2026.

No que respeita à variação acumulada, correspondente ao período entre Dezembro de 2025 e Setembro de 2026, o IPMC atingiu 3,11%. Já a taxa de variação homóloga, que compara os preços de Setembro de 2026 com os do mesmo mês do ano anterior, fixou-se em 5,17%, representando uma desaceleração de 8,46 p.p. face ao período homólogo.

Betão pronto lidera aumentos mensais e Tijolos maior aumento homólogo

Na comparação com Agosto, o betão pronto registou a maior variação de preços em Setembro, com uma subida de 0,67%, seguido pelos blocos, com 0,55%, e pelo aço, com 0,39%.

No mesmo período, as tubagens e acessórios de plásticos apresentaram um aumento de 0,34%, enquanto os produtos sintéticos registaram uma variação de 0,32%. Os tijolos e os cimentos e aglomerantes observaram subidas de 0,18% e 0,12%, respectivamente.

Na comparação com Setembro de 2025, os tijolos apresentaram a maior variação de preços, com uma subida de 9,78%, seguidos pelo betão pronto, com 9,61%, e pelo alumínio, com 7,98%.

O aço registou um aumento homólogo de 6,65%, enquanto as vigas, vigotas e ripas apresentaram uma variação de 6,49%. A pedra britada e mármore registou uma subida de 6,30%, seguida pela madeira e contraplacado, com 5,68%, pela areia, com 5,61%, e pelos vidros e artigos de vidro, com 5,15%.

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